okokok

21/12

TECH

EDUSHI

Se você sempre achou que o Google Maps era o supra sumo dos mapas digitais, combinando fotos de satélite com imagens estáticas em 2D, melhor pensar de novo. Uma alternativa muito mais divertida e inteligente começa a ganhar popularidade na China. Trata-se do Edushi (ou E-City), um serviço que mal foi lançado e já possui representações virtuais das 21 maiores cidades do país - e o número de novos mapas segue crescendo. Entre as principais vantagens em relação ao seu principal concorrente, o Edushi traz um completo serviço de páginas amarelas e algumas ferramentas de comunidade virtual. Mas o grande barato é a sua apresentação gráfica: saem as fotos aéreas e entram os gráficos em 3D, que lembram muito as cidades virtuais criadas com a série de games Sim City.

http://www.aladdincn.com/en/index.html
http://www.psfk.com/2007/12/edushi-city-maps.html

NOKIA N95 = PEDÔMETRO?

E o Nokia N95, esse verdadeiro canivete suíço do mundo dos celulares, não para de nos surpreender com suas possibilidades infinitas. Aparentemente, gravar e assistir vídeos, tirar fotos, ouvir músicas, navegar na internet, receber e enviar e-mails, armazenar dados e servir como um sistema de orientação GPS não era suficiente, então, os incansáveis cientistas do Nokia Research Center seguiram pesquisando e inventaram mais uma função para o já completíssimo aparelho. Usando o acelerômetro (alguém sabia que o N95 possuía esse recurso?) presente no aparelho, eles desenvolveram o Activity Monitor, que transforma o N95 em um pedômetro, ou seja, um dispositivo que conta o número de passos que o usuário dá em um determinado período de tempo. Mas a diversão não para por aí: os dados coletados em uma caminhada servem para gerar diversas estatísticas, incluindo energia consumida e distância percorrida.

http://research.nokia.com/projects/activity_monitor
http://www.textually.org/textually/archives/2007/12/018308.htm

DIGG EXPLORER

A profusão de câmeras digitais (tanto de vídeo quanto de foto), somada à popularidade de sites como o YouTube e o Fotolog e à explosão das artes gráficas (principalmente o graffiti e o design) nos últimos cinco anos nos levam a uma conclusão mais que óbvia: vivemos em uma era puramente visual. Não é de se estranhar, portanto, que tantos projetos artísticos venham investigando justamente esse campo nebuloso, que é a transformação de dados em complexas estruturas que se pode, efetivamente, enxergar. Talvez não exista um exemplo melhor do que o trabalho de Jeff Clark. Um de seus projetos mais impressionantes é o Digg Explorer, uma ferramenta que transforma os 500 links mais recentes postados no Digg em bolinhas coloridas. Cada bolinha representa um link, posicionado de acordo com uma série de critérios como assunto, popularidade, uso de palavras-chave, quantidade de diggs e data - entre outros. Essa não é a primeira vez que Clark pega dados de um site para transformá-lo em um componente gráfico. Na verdade, todo o seu site é dedicado a essa técnica. Passando por lá, não deixe de conhecer seu Boing Boing Data Analysis.

http://www.neoformix.com/Projects/DiggViz1_1/index.html

EPIC FU

Recentemente, pesquisas feitas em diversos países do mundo vêm comprovando algo que qualquer criança de cinco anos (literalmente) já sabia: os jovens estão trocando a televisão pela internet. E não apenas a televisão, como diversas outras fontes de informação e entretenimento que já serviram para propagandear as vanguardas artísticas, culturais e comportamentais, como, por exemplo, as revistas. Perfeitamente cientes dessa nova organização social, Zadi Diaz e Steve Woolf criaram, em junho de 2006, um videolog voltado para esse novo público. Agora, pouco mais de um ano depois do primeiro programa, eles já contam com mais de 3 milhões de espectadores por mês. Atualizado semanalmente, o Epic-Fu (que originalmente chamava-se “Jetset”) traz informações sobre arte, tecnologia e música, buscando criar uma ponte entre os mundos online e offline. Primando pela interação com o usuário, o site conta com fóruns de discussão e um blog, tudo parte de uma estratégia ambiciosa que pretende elevá-lo à condição de “Rolling Stone para a geração da internet”.

http://epicfu.com/

ARTE

ARTRMX COLOGNE VOL. 01

Artistas visuais de todo o mundo, atenção. Os alemães da artrmx e.V. acabam de abrir sua convocatória para a primeira edição do festival ARTRMX COLOGNE, que acontece em agosto de 2008, na cidade de Colônia (ou Köln, para os nativos). Estão intimados a participar todos os fotógrafos, ilustradores, designers, grafiteiros, pintores, video-artistas e demais adeptos das artes gráficas em geral. Para isso, é necessário acessar o site do festival, ler o regulamento, preencher uma ficha de inscrição e enviar, juntamente com os trabalhos, do dia primeiro de dezembro de 2007 até o dia 15 de abril de 2008. Como única limitação, todos os trabalhos inscritos devem ser desenvolvidos de acordo com o tema do festival, “Where is my mind?”. Os selecionados farão parte das exposições do ARTRMX COLOGNE VOL 01, que deverão ocupar não apenas museus e galerias de arte, mas também apartamentos, prédios abandonados e uma série de espaços públicos na cidade alemã. Entre os curadores do evento estão Barbara J. Scheuermann (do Tate Modern London), Claudia Stein (editora chefe da revista “Photography now”), Gérard Goodrow (diretor do “Art Cologne”), o colecionador Rik Reinking, o artista urbano parisiense Zevs, o designer Boris Hoppek, a professora da KHM Julia Scher e Georg Elben (curador da “Videonale” 10 e 11, em Bonn, na Alemanha).

http://www.artrmx.com/

ATSUSHI KAGA

Sempre ligado nos movimentos mais relevantes e com um bom olho para descobrir novos talentos, Josh Spear aposta que o trabalho do artista japonês Atsushi Kaga deve aparecer com força num futuro muito próximo. Impressionado com os desenhos e pinturas a óleo e acrílica que faziam parte de uma exposição no Art Basel, em Miami, Spear chegou mesmo a pensar em adquirir uma das peças, mas demorou tempo demais: no terceiro dia, uma colecionadora de arte comprou nada menos que TODAS as peças disponíveis. O universo do jovem artista é tão esquisito quanto seu background. Inocentes coelhinhos que parecem ter saído das páginas de livros infantis são sempre retratados em uma atmosfera sombria, sobre fundos negros, segurando caveiras que fumam, brincando com iconografia religiosa e consumista. Talvez esse contraste entre o suave e o profundo se deva ao fato de Atsushi ter estudado no National College of Art, em Dublin. Imagine o que alguns anos de muita chuva, cerveja e uma atmosfera bastante violenta podem fazer à cabeça de um típico japonês. A resposta é Atsushi Kaga.

http://www.motherstankstation.com/pages-ash/ashimages01.htm
http://www.joshspear.com/item/atsushi-kaga-at-art-basel/

PANGEA DAY

Ao longo da última década, muito se falou nos aspectos negativos da globalização, mas a verdade é que enquanto alguns se afogavam em uma maré de negatividade, muitos outros nadavam contra a correnteza para fazer algo de efetivamente bom utilizando todas essas novas possibilidades. A documentarista Jehane Noujaim é uma dessas pessoas. Com o objetivo de utilizar o poder do cinema para aproximar pessoas de diferentes raças e culturas, Noujaim criou o projeto Pangea Day. No dia 10 de maio de 2008 (o tal “Pangea Day”), a organização presidida por Noujaim pretende exibir uma programação de quatro horas incluindo filmes, palestras e músicas, em diferentes lugares nas cidades do Cairo, Dharamsala, Kigali, Londres, Nova York, Ramallah, Rio de Janeiro e Tel Aviv. E não fica só nisso: a programação também será exibida para o resto do mundo via internet, canais de TV, cinemas digitais e telefones celulares. Recentemente, a gigante finlandesa Nokia confirmou sua participação no projeto comprometendo-se a distribuir celulares com câmeras para cineastas amadores em áreas carentes e zonas de conflito ao redor do globo. A idéia é permitir que mesmo os povos mais marginalizados do mundo possam compartilhar suas histórias.

http://www.pangeaday.org/

1992

A lógica dos movimentos culturais nunca decepciona: nos anos 90, vivemos um leve revival da estética dos anos 70, com o sucesso de bandas neo-hippie como Blind Melon e Black Crowes e o neo-punk do Nirvana. Na década seguinte, foi a vez dos anos 80 voltarem com força, influenciando não apenas a música, como também a moda e a arte, além de promover o resgate de um sem-número de ícones da época. E agora, ao que tudo indica, chegou a vez do revival dos anos 90. Tudo começou com um dançarino de break de Nova York chamado Oscar Sanchez, que resolveu homenagear a última década do milênio com a festa “1992″. O ano foi escolhido por ser o epicentro da década, no qual a maioria dos modismos que imperariam por toda a década seriam lançados, criando uma espécie de divisor de águas entre as danças sincronizadas e roupas exageradas e a nova fase de música raivosa e moda militarizada. No som, é forte a influência do hip hop, new jack swing, R&B, hip-house e dancehall reggae. E como tudo hoje em dia, a festa mal estreou em Nova York e já chegou a outros países: cidades como Amsterdam e Paris já aderiram à nova (velha?) onda.

http://www.psfk.com/2007/12/party-like-its-1992.html

MÚSICA

SEBASTIEN TELLIER

Notadamente associada a um glamour antigo e, freqüentemente, taxada de brega, a música francesa nunca foi muito de produzir grandes ídolos ou movimentos duradouros. Mas tudo parece ter mudado radicalmente nos últimos tempos. Atualmente, 8 em cada 10 hits nas principais pistas de dança do mundo são produzidos por franceses. Quem faz parte dessa nova leva de artistas é o parisiense Sebastien Tellier, responsável pelo hit “La Ritournelle”. Curtindo um momento excelente em sua carreira, Tellier acaba de lançar o single “Sexual Sportswear”. A faixa é um aperitivo do seu novo disco, “Sexuality”, produzido por ninguém menos que Guy-Manuel de Homem-Cristo, do Daft Punk, e previsto para chegar ao mercado em fevereiro de 2008, pelo selo Record Makers. A faixa está disponível do MySpace de Tellier, junto com os remixes de SebastiAn e Donovan, que também devem integrar o álbum. Este ano, Tellier também pôde ser visto atuando e colaborando com a trilha sonora do filme “Steak”, dirigido por Quentin Dupieux, mais conhecido como Mr. Oizo.

http://www.myspace.com/telliersebastien
http://kidzbycolette.free.fr/?p=391

BIG FACE

Eles foram aparecendo de mansinho, primeiro promovendo um leve buzz nos blogs mais antenados, e depois emplacando a faixa “My Eyeball” na compilação Kitsuné Boombox, que o selo francês fez em parceria com a famosa festa londrina. Agora o quinteto de Glasgow vê sua carreira sendo catapultada para o próximo estágio com o lançamento do seu primeiro vinil de 12 polegadas, pela mesma Kitsuné Music. O compacto, lançado também em formato digital e disponível no iTunes, conta com a faixa “I Wanna Be A Style Crusader” e dois remixes feitos por David E. e DatA. Quase ao mesmo tempo, a Kitsuné botou no YouTube o vídeo oficial da faixa, cheio de cores e lâmpadas fluorescentes, e misturando técnicas de stop-motion e animação. Pelo jeito não deve demorar nada para a banda formada por Marvin (programações, vocais e teclados), Crag (guitarra), Chet (baixo), D. Reekie (teclados) e D. Miller (bateria) lançar o já esperado álbum de estréia. Enquanto isso, seu MySpace já dá uma boa dica do que vem por aí.

http://www.myspace.com/bigfacebeats

AVALON

Para a esmagadora maioria dos ouvintes, a música contemporânea japonesa resume-se aos melosos temas do J-pop. Ouvintes um pouco mais sofisticados propõem, ainda, uma pequena divisão, separando do J-pop os artistas mais experimentais, que condensam rock, rap e música eletrônica em uma densa mistura, como Cornelius, Fantastic Plastic Machine e Takako Minekawa. Mas a verdade é que essa é apenas a ponta do iceberg. Quarteto formado por jovens entre os 20 e 25 anos, o Avalon é o novo nome que começa a chamar a atenção da crítica especializada, que já classificou o som da banda como “o Hot Chip tocando Justice”. Utilizando sintetizadores e teclados (além de uma ocasional guitarra aqui e ali), o Avalon faz um som que poderia, facilmente, servir de trilha sonora para qualquer jogo de videogame desenvolvido para os consoles da terceira geração. Mas ao mesmo tempo que soa retrô por conta dos timbres dos instrumentos, o Avalon se alinha perfeitamente com as cenas dançantes européias graças ao forte apelo dançante, as linhas de baixo rasgadas e as harmonias complexas. Prepare seus ouvidos: o novo som do Japão vem aí.

http://www.myspace.com/avalonofficial

CASH MUSIC

Todos os dias nos deparamos com dezenas de novas iniciativas e projetos concebidos dentro da internet que parecem ignorar totalmente alguns dos principais aspectos de sua natureza. Graças ao bom-senso de seus fundadores, esse não é o caso do CASH Music - cuja sigla quer dizer Coalition of Artists & Stake Holders, ou algo como “Coalizão de artistas e investidores”. Aproveitando o que há de melhor nas licenças da Creative Commons e na cultura colaborativa, o site pretende envolver artistas e o público em geral em todas as etapas do processo de criação, seja investindo dinheiro ou dando idéias. Um de seus fundadores é a cantora indie Kristin Hersh (guitarrista e vocalista do Throwing Muses e líder do 50 Foot Wave), que aproveitou para lançar sua nova música, “Slippershel” em uma variedade de formatos que inclui até mesmo o Pro Tools Stems, e ainda dá ao usuário a opção de fazer uma doação, no melhor estilo Radiohead. Tudo que envolve a CASH Music, até agora, parece muito promissor, principalmente por dar aos criadores e consumidores de música uma chance de transpor, definitivamente, as barreiras que ainda existem entre os dois.

http://cashmusic.org/
http://creativecommons.org/weblog/entry/7896

BRASIL

MÚSICA DE BOLSO

Numa era em que as máquinas são tão poderosas que podem criar e destruir estrelas em um apertar de botões, a única saída para seguir sendo relevante e revolucionário acaba sendo optar pela mais absoluta simplicidade. Criado pelos cineastas Daniel Ribeiro, Tati Fujimori e Rafael Gomes e pelo jornalista Marcus Preto, Música de Bolso é um projeto que procura fugir da estética do videoclipe para criar um novo padrão para os vídeos de música. A idéia é unir música e cinema de uma forma espontânea, em lugares inusitados, onde normalmente não haveria música. Dessa forma, o site já botou a banda mato-grossense Vanguart pra tocar no meio da rua, filmou Wado e o Realismo Fantástico em uma escadaria de um prédio e ainda contou com nomes como Arnaldo Antunes, Thalma de Freitas, Zélia Duncan e Cibelle engrossando a lista de participações. A iniciativa lembra muito o projeto Take-Away Shows, criado pelo blog francês La Blogothèque, que já chegou à edição 77 filmando artistas como Arcade Fire, Caribou, I’m From Barcelona e The Shins tocando pelas ruas de Paris.

http://www.musicadebolso.com.br/
http://www.blogotheque.net/concertaemporter/

MULHERES, CHAPÉUS VOADORES E OUTRAS COISAS LEGAIS

Artista gráfico de mão cheia, músico underground nas horas vagas e publicitário para pagar as contas, Rafael Silveira resolveu dar um passo importante na sua carreira e lançou, no começo de dezembro, seu primeiro livro, “Mulheres, Chapéus Voadores e Outras Coisas Legais”. O livro mistura alguns de seus trabalhos mais importantes com criações inéditas, e é a primeira publicação brasileira a vir acompanhada de um Toy Art, uma boneca inflável de um palmo de altura, inspirada nas pin-ups dos anos 50. Quem abraçou a causa foi a Editora Arte & Letra, que criou, em parceria com o artista, uma bela vitrine para os seus desenhos e pinturas com tinta a óleo. A caixa do livro, por sinal, foi agraciada com o terceiro lugar no Prêmio Max Feffer de Design Gráfico. Inspirado pelas ilustrações comerciais dos anos 30, 40 e 50, pelo surrealismo pop de Mark Ryden e Eric White e pelos quadrinistas alternativos Robert Crumb e Chris Ware, o trabalho de Silveira é definido, por ele próprio, como um “choque entre a ingenuidade da infância, a demência adolescente e o sarcasmo da vida adulta”. Vencedor do Prêmio Abril de Jornalismo deste ano com uma caricatura de Thom Yorke para a revista Bizz, Silveira já publicou uma HQ na coletânea New Recruits, da cultuada editora norte-americana Dark Horse.

http://www.rafaelsilveira.com/

ARTE COR AÇÃO

Nascido como um dos quatro elementos da cultura hip hop, o graffiti acabou se infiltrando de maneira tão profunda nos cenários urbanos que conseguiu juntar forças para andar com suas próprias pernas e, assim, se distanciar das suas origens. Agora, um grupo de artistas de rua que usou a cidade de São Paulo como suporte para suas tintas, promove uma exposição coletiva que tem, entre seus principais objetivos, promover uma reaproximação desses universos. O projeto Arte Cor Ação acontece durante todo o mês de dezembro no Parque da Juventude (Avenida Zaki Narchi, 1309), na Zona Norte de São Paulo. A idéia é levar ao local 25 painéis criados pelos grafiteiros Chivitz, Guid, Highraff, Jey, Markone, Nove e Zezão. Destes, 17 já vêm prontos e os outros 8 serão produzidos em conjunto e junto com todos os interessados em participar de oficinas práticas que rolam sempre aos sábados e domingos, das 14h às 18hs. A programação, totalmente informal, conta ainda com debates sobre a institucionalização do graffiti e a discotecagem hip hop de Marinho (Pavilhão 9) e MC Deng Style, que recebe os convidados XIS, Rhossi, DJ Fab7 e Clan Munhão (LowBike Club).

http://www.artecoracao.blogspot.com/

THE INTERNATONAL ILLUSTRATED

Enquanto as tiragens das revistas convencionais seguem dando sinais de que as coisas não vão lá muito bem, um novo mercado editorial, fortemente baseado nas artes gráficas e focado em edições temáticas, vem ganhando força e indicando uma boa sobrevida para o formato. Uma das representantes dessa nova onda é a revista The International Illustrated. Criada pelos designers brasileiros Julio (aka Tênis Vermelho) e Vitor Cervi (aka Pool), a revista permanece, até a sua terceira edição, disponível apenas no formato digital, mas tudo indica que uma evolução para outras mídias é apenas uma questão de tempo. A principal e talvez mais marcante característica da revista seja o fato de que o texto simplesmente inexiste (a não ser, é claro, pelo título de cada trabalho e pelo nome do seu autor), dando lugar apenas às obras criadas de acordo com o tema central de cada edição. A propósito, a edição de estréia teve como tema “War”, a seguinte exibiu trabalhos criados dentro do conceito “Do What you Want and Fuck the Rest” e a terceira e mais recente convidou os artistas a apresentarem suas idéias sobre o tema “Other Names for the Devil”. Todas as edições podem ser acessadas gratuitamente no site da revista, um verdadeiro deleite para os olhos.

http://www.theinternationalillustrated.com/
http://www.slamxhype.com/2007/12/12/the-international-illustrated-1
http://www.coolhunting.com/archives/2007/12/the_internation_1.php

ZOMBIEOPER

Personagens confirmados em filmes B e jogos de videogame sobre experiências genéticas mal sucedidas e futuros apocalípticos, os zumbis serviram como fonte de inspiração para uma sensacional ópera rock composta pelo gênio musical, ilustrador e dublê de garoto propaganda Diego Medina (Doiseumimdoisema, Video Hits, Senador Medinha) e a multi-instrumentista Desirée Marantes (Deus e o Diabo, Monodia). Lançado apenas em formato digital, “Zombieoper” foi gravado entre janeiro e dezembro de 2007 em diversos lugares, chegando a espantosas 24 faixas distribuídas em 80 minutos muito macambúzios. O disco conta com diversas participações especiais, como diversos membros da banda Os Massa, Roberto Panarotto (Repolho), FLU, Benjão (Do Amor), Gabriel Bubu (Los Hermanos, Do Amor), Kassin (+2), Gruff Rhys (Super Furry Animals), Thomas Dreher e Carlita Viceconti, além do pai de Diego e o casal de gansos criados pela mãe de Desirée. Como o disco não deve existir em formato físico, o site serve de encarte, trazendo fotos, vídeos e textos, além de uma lojinha com camisetas, adesivos e pôsteres e uma máscara de stencil para quem quiser espalhar a Zombieoper por aí.

http://www.zombieoper.com
http://www.myspace.com/zombieoper

ARGENTINA

ESTUDIO URBANO

Primeiro espaço voltado para o ensino gratuito de todas as disciplinas ligadas à indústria musical, o Estudio Urbano é uma boa surpresa para todos os habitantes de Buenos Aires. Dirigido por Pedro Aznar, o centro oferece uma grande variedade de cursos e oficinas ministrados por nomes de peso no panorama musical argentino, incluindo Alfredo Rosso e Pipo Lernoud. Funcionando a todo vapor, o centro conta, desde o final de novembro, com um estúdio de gravação profissional aberto a todas as bandas interessadas, que podem marcar seus horários via e-mail. Para que ninguém abuse da facilidade, há uma pequena limitação: cada banda pode gravar apenas uma demo com três músicas. O Estudio Urbano, conta, ainda, com um espaço de shows, videoteca, biblioteca e discoteca, mantém um sistema de bolsas e organiza concursos. Se estiver em Buenos Aires e quiser conferir o trabalho de perto, o Estudio Urbano fica na Curapaligüe 585, em Flores.

http://www.estudiourbano2007.com.ar
http://www.oidoabsoluto.com.ar/blog/?p=42

BURLESQUE

Entre todas as modalidades de artes gráficas, talvez a mais injustiçada seja a história em quadrinhos. Apesar de ser freqüentemente comparada ao cinema quando se diz que é a única outra “arte seqüencial”, a verdade é que os quadrinhos raramente são vistos como arte pelo grande público. Dá pra se dizer o mesmo de curadores, críticos e demais artistas, levando-se em conta o baixíssimo número de galerias e museus que fazem exposições sobre quadrinhos. Dessa forma, que melhor solução para levar o quadrinho ao seu público do que publicando na rua? É o que pretende o projeto argentino Burlesque. Sua primeira edição, que conta com as participações de Truchafrita (Colombia), San Juan, Jok, Fran López, Joaquín Cuevas (Bolivia), Diego Rolle, Ernán e Otto, é um cartaz em preto-e-branco que pode ser encontrado colado em diversos muros e postes de Buenos Aires, bem como nas lojas de quadrinhos Punto de Fuga, Fábula, Club del Comic e livrarias Liberarte e Gandhi.

http://www.burlesquecomics.com.ar/
http://robotcomics.blogspot.com/2007/12/de-colombia-para-argentina.html
http://fran-lopez.blogspot.com/

ISOL + ZYPCE = SIMA

Isol é incansável. Além de renomada ilustradora, ela conduz uma produtiva carreira de cantora e compositora, participando da banda norte-americana de synthpop Alsace Lorraine e do grupo de música barroca The Excuse. Até não muito tempo atrás, ela também posava de vocalista da banda de pop eletrônico Entre Ríos, mas abandonou o posto recentemente. Apesar de todas essas funções, a argentina ainda encontrou tempo para iniciar um novo projeto. Prestes a ser lançado, em março de 2008, pelo selo norte-americano Darla Records, SIMA é o resultado da parceria entre Isol e seu irmão, Zypce, conhecido por construir seus próprios instrumentos e compor trilhas para espetáculos de teatro e dança. Das 11 faixas do disco, homônimo, apenas duas não foram copostas por Isol: “La primera vez” e “Vos me llamás” são de autoria da dupla Dani Umpi e Adrián Soiza. A produção ficou a cargo do próprio Zypce, e a masterização é de Nicolás Cecinini. Enquanto o disco não sai, pelo menos quatro temas (incluindo os de Umpi e Soiza) podem ser ouvidos no MySpace do projeto.

http://www.myspace.com/isolzypce
http://www.zonaindie.com.ar/el-nuevo-proyecto-musical-de-isol

LOVEYOU*

Faz muito tempo que já podemos dizer adeus às velhas fórmulas e aos antigos formatos de comercialização, mas mesmo assim, toda vez que aparece um exemplo como esse dá vontade de sorrir e pensar nas possibilidades que o futuro nos reserva. Essa história, em específico, começa em 2004, quando surgiu a provocativa coleção de camisetas “Puta”. Em agosto desse ano, Nasa*, o designer responsável pela linha de camisetas, juntou forças com Caro (da marca Soma) e abriu a loja loveyou*, que rapidamente se transformou num dos principais endereços para quem busca consumir cultura alternativa de qualidade em Buenos Aires, afinal de contas, além de roupas, a loja vende também acessórios, livros, fanzines e diversos outros itens sensacionais. Recentemente, Nasa* lançou a coleção da Puta para 2008, “Dark Side Sessions” que busca inspiração na música, na arte e na cidade para criar peças extremamente requintadas, mas sem perder a ousadia.

http://www.putaweb.com.ar/
http://www.loveyouweb.com.ar/
http://www.nasaworks.com.ar/

SOY ADICTO

Mesmo o mais casto dos monges não será capaz de negar: ele também possui um vício. Assim como eu, você e os 32 artistas convidados a participar da mostra coletiva “Soy Adicto”, em exposição na galeria Tanto Deseo até o dia 30 de dezembro. O projeto conta com a curadoria de Pablo Harymbat e Magalí Pallero, da UMO, que selecionaram, ainda, o curta “Flash Sangriento” (1986), de Fabio Manes, para ser projetado em seu formato original? 16mm. A mostra conta com trabalhos de Chu, Mateo Amaral Junco, Mariano Giraud, Nasa, Marcela Sinclair, Ruy Krygier, Calvin Burton (USA), Alfio Demestre, Hernán Pruden, Buenos Aires Stencil, Fabio Manes, Orilo Blandini, Kid Gaucho, Tec, Andrea Vazquez, Defi, Cristian Barnes, Maria Bedoian, Gualicho!, G-love, B. Andersen, Rodrigo Vázquez, Lucila Biscione, Adriana Minoliti, Federico González, Justina Canton, Lorena Tiraboschi, Paola Vega, Gervasio Ciaravino, Cristina Coll e Eduardo Zabala.

http://www.myspace.com/tantodeseo
http://www.flickr.com/photos/umoumo

MÉXICO

ARQUEOLOGÍA URBANA

Já faz três anos que o fotógrafo mexicano Ernesto Ramírez deu início a um projeto gigantesco, que busca a recuperação da memória urbana. Ramírez acredita que a as ruínas nos falam sobre uma época, sobre um estilo, sobre um gosto e até sobre uma classe social que as projetou e habitou. Por isso, dedicou todo o seu tempo livre nestes últimos anos para captar imagens que se aprofundam na investigação das comparações entre o novo e o velho; o presente e o passado; a ausência e a possibilidade de reconstruir a história a partir dos dados que nos sobram. Esta é a essência do projeto “Arqueología Urbana”, que agora ganha vida na forma de uma exposição no Centro de la Imagen, na Cidade do México. Merecedor do Premio Fernando Benítez 2007 e de Beca de Co-inversiones de Fonca, “Arqueología Urbana” fica aberta à visitação até o dia 2 de março, e tem entrada gratuita.

http://vivirmexico.com/2007/12/06/arqueologia-urbana-de-ernesto-ramirez/
http://chilangabanda.com/2007/12/06/arqueologia-urbana/
http://centrodelaimagen.conaculta.gob.mx/

TAPE

O revival dos anos 90 já começa a despontar como uma realidade no horizonte, mas isso não quer dizer que todos os ícones e símbolos dos anos 80 tenham sido resgatados e reaproveitados até o máximo. Um bom exemplo disso é a nova convocatória promovida pelos artistas gráficos mexicanos Pulque e Revilox. “Tape”, como o próprio nome sugere, promove a intervenção artística em fitas K7. Mas como estamos no século 21 e a rede mundial de computadores deixa tudo muito mais prático, não é necessário personalizar uma fita de verdade para participar do projeto. Basta acessar o site criado pela dupla especialmente para a convocatória, baixar um arquivo contendo o desenho de uma fita K7 em branco, personalizá-lo do jeito que quiser e depois enviar para revilox@hotmail.com. Quando a convocatória se encerrar, no dia 5 de fevereiro, Pulque e Revilox reunirão todos os trabalhos enviados e farão um grande pôster, que poderá ser baixado e impresso em uma plotter de alta definição.

http://www.tapeit.blogspot.com/
http://thecitylovesyou.com/news/?p=1455

MAI ESPEIS

Aproveitando um nome cuja pronúncia é idêntica a de um dos mais populares sites de relacionamento do mundo, a mostra coletiva “Mai Espeis” reúne obras produzidas em diversos formatos por 17 artistas mexicanos diferentes, tendo como ponto de intersecção entre todas a proposta de sugerir uma interação com o público e com os meios de comunicação. Com curadoria da artista mexicana María José Alós, a mostra reúne fotografias, vídeos, desenhos, instalações, animações e projetos de arte sonora de nomes como Aarón Jiménez, Alejandra Alós, Carlos Fabregat, Daren Sánchez, Doble Remolque, Eder Almanza, Erick Irving, Everardo Felipe, Gimena Ki Chan, Hugo Arizmendi, Julia De Carcer, María José Alós, Od Boronat, Pedro Boronat, Rodrigo Díaz Salas, Román Hernández e Unjö Unziu. A mostra fica em exposição na Galeria del Área de Camerinos, na Plaza de las Artes do Centro Nacional de Las Artes do dia 11 de janeiro até 10 de fevereiro de 2008. A entrada é gratuita.

http://defecito.com/2007/12/12/mai-espeis/

AUTOENGAÑO

Militando nas fileiras do expressionismo e deformando deliberadamente a realidade para expressar satisfatoriamente os valores que pretende colocar em evidência, César Nández é dono de uma pena afiada, que mais abre rasgos nas folhas de papel que rabisca do que desenha traços. Na série de ilustrações “Autoengaño”, essa verve crítica se mostra mais exposta e ululante, criando um jogo de imagens ambíguas e ricas em símbolos e contando histórias catárticas, impregnadas de uma farta dose de humor negro e ironia. Seu traço, tanto colorido quanto preto-e-branco, é minucioso e cheio de possibilidades. Os temas sombrios aparecem quase sempre disfarçados por baixo de uma pesada camada de humor e estranhezas, que procuram diluir um pouco o impacto de suas imagens nefastas. Dê uma boa olhada em seus muitos endereços espalhados pela rede e prepare-se para entrar em um mundo capaz de fascinar ao mesmo tempo que aterroriza.

http://www.myspace.com/nandez_dsr
http://www.fotolog.com/cnandez/
http://thecitylovesyou.com/news/?p=1410
http://dsr-nandez.blogspot.com/

WATCHAVATO

Somente alguém muito visionário para imaginar, no final dos anos 70, que aquelas imagens coloridas que os moradores dos subúrbios de Nova York começavam a estampar nas paredes e vagões de trem um dia sairiam das periferias americanas para conquistar o mundo. Mas nem mesmo Nostradamus seria capaz de supor que essas mesmas pinturas um dia ganhariam o status de arte e passariam a disputar espaço com óleos e afrescos nos museus e galerias. O mais recente exemplo é “Tiempo de mi lado”, a nova exposição que o artista urbano Watchavato leva à Galería José María Velasco (Peralvillo 55, Col. Morelos), na Cidade do México. Não é a primeira e, provavelmente, nem será sua última mostra em uma galeria. Conhecido pelo seu trabalho com o stencil, o cartaz e o sticker nas ruas, Watchavato apresenta um universo cotidiano, cosmopolita e contundente, mas ainda assim carregado de elementos estéticos locais. Vale uma conferida.

http://www.watchavato.com.mx/
http://thecitylovesyou.com/news/?p=1415

COLÔMBIA

VASOS COMUNICANTES

O rádio não morreu com a chegada do cinema. Também resistiu aos encantos da televisão. E por incrível que pareça, nem mesmo a poderosa internet foi capaz de enfraquecê-lo de uma forma significativa. Pelo contrário: ajudou a reinventar sua linguagem em novos formatos e propostas, muitos deles impensáveis até então. O projeto Vasos Comunicantes, por exemplo, une Londres e Bogotá em um programa que apresenta relatos (crônicas ou entrevistas) sobre cada cidade em programas bilíngües de meia hora (15 minutos para cada cidade/idioma). Com um conteúdo que se aproxima bastante do que poderia ser chamado de “documentário radiofônico”, o programa, único do gênero na Colômbia, aborda sempre uma temática específica, mas também faz uso de algumas ferramentas digitais para alinhar-se com as vanguardas artísticas que promovem experimentações no rádio. Do dia 4 de agosto ao dia 3 de novembro, a UN Radio 98.5 FM, de Bogotá veiculou, todos os sábados, uma nova edição, totalizando 13 programas. Agora, dando continuidade ao projeto, a UN Radio vem retransmitindo todos os programas desde o dia 24 de novembro. Mas dessa vez, a parte em inglês vem traduzida para o espanhol.

http://www.myspace.com/vasoscomunicanteslab
http://www.unradio.unal.edu.co
http://www.britishcouncil.org/colombia

VELANDIA Y LA TIGRA

Fundador e principal compositor do notório grupo colombiano Cabuya, Edson Agustín Velandia parece ter encontrado seu caminho desde que se lançou em busca de novas fronteiras musicais com o projeto Velandia y La Tigra. Seu álbum de estréia, “Once Rasqas” vem sendo amplamente elogiado pela crítica especializada desde o seu lançamento. A revista Semana o considerou “um dos mais surpreendentes discos da história recente da música colombiana”. Formada por Velandia (voz e guitarra), Gabriel Matute (baixo e programações), Dimitry Ryesnick (trombone), Oscar Bruce Acevedo (bateria) e Juan Pablo Cediel (teclado e tiple - um instrumento de cordas considerado o instrumento nacional da Colômbia), a banda faz um som completamente inclassificável, denominado por eles próprios como “rasqa”, uma música peculiar parecida com os ritmos rurais, populares e urbanos, apoiado por um trabalho literário e poético. Suas apresentações já são famosas não apenas pela energia que passam, mas também pela presença de um personagem com cabeça de burro, que faz os discursos de abertura e encerramento de todos os shows. Imperdível.

http://www.velandiaylatigra.com/
http://www.myspace.com/velandia

MARCELA RESTREPO URIBE

Ela tem tanto orgulho de ser canhota que criou um site dedicado exclusivamente aos artistas e designers que usam a mão esquerda para espalhar suas criações pelo mundo. Mas a verdade é que se ela não tivesse dito nada, dificilmente algum de nós perceberia essa particularidade. Nascida em Medellin, na Colômbia, e atualmente vivendo em Sydney, na Austrália, Marcela Restrepo Uribe é uma talentosa ilustradora e designer gráfica com um portfolio bastante resumido, mas nem por isso menos belo. Seus singelos desenhos de objetos corriqueiros e cenas do cotidiano tem um quê de arte naïf, ao mesmo tempo que deixam transparecer um olhar cuidadoso, que transforma embalagens e recipientes variados em objetos coloridos e iluminados. Infelizmente, o site traz apenas 22 desenhos, mas já é mais que suficiente para afirmar: Marcela tem personalidade.

http://www.lefthandside.com/marce/
http://weblog.evasee.com/?p=4288

ATOMIKO

Um apelido, quando usado por muito tempo, opera esse estranho milagre de tomar completamente o lugar do seu nome original. Desse modo, se você cruzar com Atomiko pelas ruas de Bogotá e chamá-lo de Andrés, é provável que ele não responda. Um dos fotógrafos de moda mais originais da Colômbia, Atomiko ganhou sua alcunha graças a banda de electro a qual pertence, Atomic Brain. A estética predominante em seus primeiros trabalhos, por sinal, também foi desenvolvida baseada nos conceitos do electroclash, misturando artes gráficas, vídeo-instalações, música, moda e arte. Influenciado pelos editoriais publicados nas revistas I-D e Nylon, o trabalho de Atomiko prima pelo minimalismo, aplicando luzes básicas, cores saturadas e contrastes opacos. Entre seus trabalhos mais relevantes estão os catálogos das marcas Glow (de Guadalajara, no México) e Cacahuette; o fotoshoot para a marca Vintage; as fotos publicadas nas revistas INfashion e Glam magazin; a direção de fotografia no curta “Ausente” e direção de arte no curta “Retrox”.

http://www.flickr.com/photos/atomikophotography
http://www.zolamagazine.com/bogota/edicion5/

EL BOMBILLO

Freqüentemente considerada mais atrasada em relação aos países da Europa ou os Estados Unidos, a América Latina vem mudando lentamente essa impressão sobretudo quando se leva em consideração a explosão das galerias de arte e centros culturais nos últimos anos. Mais um, entre centenas de outros bons exemplos vem da Colômbia. Localizado em Bogotá, El Bombillo é um centro cultural que usa a arte como ponto de intersecção dentro de uma proposta multi-disciplinar. Trocando em miúdos, isso quer dizer que os freqüentadores do centro podem desfrutar de uma série de possibilidades relativas às mais variadas disciplinas artísticas, ou seja, é possível comprar camisetas, agendas e acessórios com designs exclusivamente elaborados por artistas, conferir exposições, shows e palestras ou até mesmo se inscrever em oficinas para aprender coisas tão variadas quanto desenho, história da arte ou tocar violão. Bela iniciativa, a da Colômbia. Merece ser aplaudida e copiada por todos os seus vizinhos.

http://www.elbombilloccultural.com/
http://www.zolamagazine.com/bogota/edicion5/

14/12


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