okokok

21/12

TECH

EDUSHI

Se você sempre achou que o Google Maps era o supra sumo dos mapas digitais, combinando fotos de satélite com imagens estáticas em 2D, melhor pensar de novo. Uma alternativa muito mais divertida e inteligente começa a ganhar popularidade na China. Trata-se do Edushi (ou E-City), um serviço que mal foi lançado e já possui representações virtuais das 21 maiores cidades do país - e o número de novos mapas segue crescendo. Entre as principais vantagens em relação ao seu principal concorrente, o Edushi traz um completo serviço de páginas amarelas e algumas ferramentas de comunidade virtual. Mas o grande barato é a sua apresentação gráfica: saem as fotos aéreas e entram os gráficos em 3D, que lembram muito as cidades virtuais criadas com a série de games Sim City.

http://www.aladdincn.com/en/index.html
http://www.psfk.com/2007/12/edushi-city-maps.html

NOKIA N95 = PEDÔMETRO?

E o Nokia N95, esse verdadeiro canivete suíço do mundo dos celulares, não para de nos surpreender com suas possibilidades infinitas. Aparentemente, gravar e assistir vídeos, tirar fotos, ouvir músicas, navegar na internet, receber e enviar e-mails, armazenar dados e servir como um sistema de orientação GPS não era suficiente, então, os incansáveis cientistas do Nokia Research Center seguiram pesquisando e inventaram mais uma função para o já completíssimo aparelho. Usando o acelerômetro (alguém sabia que o N95 possuía esse recurso?) presente no aparelho, eles desenvolveram o Activity Monitor, que transforma o N95 em um pedômetro, ou seja, um dispositivo que conta o número de passos que o usuário dá em um determinado período de tempo. Mas a diversão não para por aí: os dados coletados em uma caminhada servem para gerar diversas estatísticas, incluindo energia consumida e distância percorrida.

http://research.nokia.com/projects/activity_monitor
http://www.textually.org/textually/archives/2007/12/018308.htm

DIGG EXPLORER

A profusão de câmeras digitais (tanto de vídeo quanto de foto), somada à popularidade de sites como o YouTube e o Fotolog e à explosão das artes gráficas (principalmente o graffiti e o design) nos últimos cinco anos nos levam a uma conclusão mais que óbvia: vivemos em uma era puramente visual. Não é de se estranhar, portanto, que tantos projetos artísticos venham investigando justamente esse campo nebuloso, que é a transformação de dados em complexas estruturas que se pode, efetivamente, enxergar. Talvez não exista um exemplo melhor do que o trabalho de Jeff Clark. Um de seus projetos mais impressionantes é o Digg Explorer, uma ferramenta que transforma os 500 links mais recentes postados no Digg em bolinhas coloridas. Cada bolinha representa um link, posicionado de acordo com uma série de critérios como assunto, popularidade, uso de palavras-chave, quantidade de diggs e data - entre outros. Essa não é a primeira vez que Clark pega dados de um site para transformá-lo em um componente gráfico. Na verdade, todo o seu site é dedicado a essa técnica. Passando por lá, não deixe de conhecer seu Boing Boing Data Analysis.

http://www.neoformix.com/Projects/DiggViz1_1/index.html

EPIC FU

Recentemente, pesquisas feitas em diversos países do mundo vêm comprovando algo que qualquer criança de cinco anos (literalmente) já sabia: os jovens estão trocando a televisão pela internet. E não apenas a televisão, como diversas outras fontes de informação e entretenimento que já serviram para propagandear as vanguardas artísticas, culturais e comportamentais, como, por exemplo, as revistas. Perfeitamente cientes dessa nova organização social, Zadi Diaz e Steve Woolf criaram, em junho de 2006, um videolog voltado para esse novo público. Agora, pouco mais de um ano depois do primeiro programa, eles já contam com mais de 3 milhões de espectadores por mês. Atualizado semanalmente, o Epic-Fu (que originalmente chamava-se “Jetset”) traz informações sobre arte, tecnologia e música, buscando criar uma ponte entre os mundos online e offline. Primando pela interação com o usuário, o site conta com fóruns de discussão e um blog, tudo parte de uma estratégia ambiciosa que pretende elevá-lo à condição de “Rolling Stone para a geração da internet”.

http://epicfu.com/

ARTE

ARTRMX COLOGNE VOL. 01

Artistas visuais de todo o mundo, atenção. Os alemães da artrmx e.V. acabam de abrir sua convocatória para a primeira edição do festival ARTRMX COLOGNE, que acontece em agosto de 2008, na cidade de Colônia (ou Köln, para os nativos). Estão intimados a participar todos os fotógrafos, ilustradores, designers, grafiteiros, pintores, video-artistas e demais adeptos das artes gráficas em geral. Para isso, é necessário acessar o site do festival, ler o regulamento, preencher uma ficha de inscrição e enviar, juntamente com os trabalhos, do dia primeiro de dezembro de 2007 até o dia 15 de abril de 2008. Como única limitação, todos os trabalhos inscritos devem ser desenvolvidos de acordo com o tema do festival, “Where is my mind?”. Os selecionados farão parte das exposições do ARTRMX COLOGNE VOL 01, que deverão ocupar não apenas museus e galerias de arte, mas também apartamentos, prédios abandonados e uma série de espaços públicos na cidade alemã. Entre os curadores do evento estão Barbara J. Scheuermann (do Tate Modern London), Claudia Stein (editora chefe da revista “Photography now”), Gérard Goodrow (diretor do “Art Cologne”), o colecionador Rik Reinking, o artista urbano parisiense Zevs, o designer Boris Hoppek, a professora da KHM Julia Scher e Georg Elben (curador da “Videonale” 10 e 11, em Bonn, na Alemanha).

http://www.artrmx.com/

ATSUSHI KAGA

Sempre ligado nos movimentos mais relevantes e com um bom olho para descobrir novos talentos, Josh Spear aposta que o trabalho do artista japonês Atsushi Kaga deve aparecer com força num futuro muito próximo. Impressionado com os desenhos e pinturas a óleo e acrílica que faziam parte de uma exposição no Art Basel, em Miami, Spear chegou mesmo a pensar em adquirir uma das peças, mas demorou tempo demais: no terceiro dia, uma colecionadora de arte comprou nada menos que TODAS as peças disponíveis. O universo do jovem artista é tão esquisito quanto seu background. Inocentes coelhinhos que parecem ter saído das páginas de livros infantis são sempre retratados em uma atmosfera sombria, sobre fundos negros, segurando caveiras que fumam, brincando com iconografia religiosa e consumista. Talvez esse contraste entre o suave e o profundo se deva ao fato de Atsushi ter estudado no National College of Art, em Dublin. Imagine o que alguns anos de muita chuva, cerveja e uma atmosfera bastante violenta podem fazer à cabeça de um típico japonês. A resposta é Atsushi Kaga.

http://www.motherstankstation.com/pages-ash/ashimages01.htm
http://www.joshspear.com/item/atsushi-kaga-at-art-basel/

PANGEA DAY

Ao longo da última década, muito se falou nos aspectos negativos da globalização, mas a verdade é que enquanto alguns se afogavam em uma maré de negatividade, muitos outros nadavam contra a correnteza para fazer algo de efetivamente bom utilizando todas essas novas possibilidades. A documentarista Jehane Noujaim é uma dessas pessoas. Com o objetivo de utilizar o poder do cinema para aproximar pessoas de diferentes raças e culturas, Noujaim criou o projeto Pangea Day. No dia 10 de maio de 2008 (o tal “Pangea Day”), a organização presidida por Noujaim pretende exibir uma programação de quatro horas incluindo filmes, palestras e músicas, em diferentes lugares nas cidades do Cairo, Dharamsala, Kigali, Londres, Nova York, Ramallah, Rio de Janeiro e Tel Aviv. E não fica só nisso: a programação também será exibida para o resto do mundo via internet, canais de TV, cinemas digitais e telefones celulares. Recentemente, a gigante finlandesa Nokia confirmou sua participação no projeto comprometendo-se a distribuir celulares com câmeras para cineastas amadores em áreas carentes e zonas de conflito ao redor do globo. A idéia é permitir que mesmo os povos mais marginalizados do mundo possam compartilhar suas histórias.

http://www.pangeaday.org/

1992

A lógica dos movimentos culturais nunca decepciona: nos anos 90, vivemos um leve revival da estética dos anos 70, com o sucesso de bandas neo-hippie como Blind Melon e Black Crowes e o neo-punk do Nirvana. Na década seguinte, foi a vez dos anos 80 voltarem com força, influenciando não apenas a música, como também a moda e a arte, além de promover o resgate de um sem-número de ícones da época. E agora, ao que tudo indica, chegou a vez do revival dos anos 90. Tudo começou com um dançarino de break de Nova York chamado Oscar Sanchez, que resolveu homenagear a última década do milênio com a festa “1992″. O ano foi escolhido por ser o epicentro da década, no qual a maioria dos modismos que imperariam por toda a década seriam lançados, criando uma espécie de divisor de águas entre as danças sincronizadas e roupas exageradas e a nova fase de música raivosa e moda militarizada. No som, é forte a influência do hip hop, new jack swing, R&B, hip-house e dancehall reggae. E como tudo hoje em dia, a festa mal estreou em Nova York e já chegou a outros países: cidades como Amsterdam e Paris já aderiram à nova (velha?) onda.

http://www.psfk.com/2007/12/party-like-its-1992.html

MÚSICA

SEBASTIEN TELLIER

Notadamente associada a um glamour antigo e, freqüentemente, taxada de brega, a música francesa nunca foi muito de produzir grandes ídolos ou movimentos duradouros. Mas tudo parece ter mudado radicalmente nos últimos tempos. Atualmente, 8 em cada 10 hits nas principais pistas de dança do mundo são produzidos por franceses. Quem faz parte dessa nova leva de artistas é o parisiense Sebastien Tellier, responsável pelo hit “La Ritournelle”. Curtindo um momento excelente em sua carreira, Tellier acaba de lançar o single “Sexual Sportswear”. A faixa é um aperitivo do seu novo disco, “Sexuality”, produzido por ninguém menos que Guy-Manuel de Homem-Cristo, do Daft Punk, e previsto para chegar ao mercado em fevereiro de 2008, pelo selo Record Makers. A faixa está disponível do MySpace de Tellier, junto com os remixes de SebastiAn e Donovan, que também devem integrar o álbum. Este ano, Tellier também pôde ser visto atuando e colaborando com a trilha sonora do filme “Steak”, dirigido por Quentin Dupieux, mais conhecido como Mr. Oizo.

http://www.myspace.com/telliersebastien
http://kidzbycolette.free.fr/?p=391

BIG FACE

Eles foram aparecendo de mansinho, primeiro promovendo um leve buzz nos blogs mais antenados, e depois emplacando a faixa “My Eyeball” na compilação Kitsuné Boombox, que o selo francês fez em parceria com a famosa festa londrina. Agora o quinteto de Glasgow vê sua carreira sendo catapultada para o próximo estágio com o lançamento do seu primeiro vinil de 12 polegadas, pela mesma Kitsuné Music. O compacto, lançado também em formato digital e disponível no iTunes, conta com a faixa “I Wanna Be A Style Crusader” e dois remixes feitos por David E. e DatA. Quase ao mesmo tempo, a Kitsuné botou no YouTube o vídeo oficial da faixa, cheio de cores e lâmpadas fluorescentes, e misturando técnicas de stop-motion e animação. Pelo jeito não deve demorar nada para a banda formada por Marvin (programações, vocais e teclados), Crag (guitarra), Chet (baixo), D. Reekie (teclados) e D. Miller (bateria) lançar o já esperado álbum de estréia. Enquanto isso, seu MySpace já dá uma boa dica do que vem por aí.

http://www.myspace.com/bigfacebeats

AVALON

Para a esmagadora maioria dos ouvintes, a música contemporânea japonesa resume-se aos melosos temas do J-pop. Ouvintes um pouco mais sofisticados propõem, ainda, uma pequena divisão, separando do J-pop os artistas mais experimentais, que condensam rock, rap e música eletrônica em uma densa mistura, como Cornelius, Fantastic Plastic Machine e Takako Minekawa. Mas a verdade é que essa é apenas a ponta do iceberg. Quarteto formado por jovens entre os 20 e 25 anos, o Avalon é o novo nome que começa a chamar a atenção da crítica especializada, que já classificou o som da banda como “o Hot Chip tocando Justice”. Utilizando sintetizadores e teclados (além de uma ocasional guitarra aqui e ali), o Avalon faz um som que poderia, facilmente, servir de trilha sonora para qualquer jogo de videogame desenvolvido para os consoles da terceira geração. Mas ao mesmo tempo que soa retrô por conta dos timbres dos instrumentos, o Avalon se alinha perfeitamente com as cenas dançantes européias graças ao forte apelo dançante, as linhas de baixo rasgadas e as harmonias complexas. Prepare seus ouvidos: o novo som do Japão vem aí.

http://www.myspace.com/avalonofficial

CASH MUSIC

Todos os dias nos deparamos com dezenas de novas iniciativas e projetos concebidos dentro da internet que parecem ignorar totalmente alguns dos principais aspectos de sua natureza. Graças ao bom-senso de seus fundadores, esse não é o caso do CASH Music - cuja sigla quer dizer Coalition of Artists & Stake Holders, ou algo como “Coalizão de artistas e investidores”. Aproveitando o que há de melhor nas licenças da Creative Commons e na cultura colaborativa, o site pretende envolver artistas e o público em geral em todas as etapas do processo de criação, seja investindo dinheiro ou dando idéias. Um de seus fundadores é a cantora indie Kristin Hersh (guitarrista e vocalista do Throwing Muses e líder do 50 Foot Wave), que aproveitou para lançar sua nova música, “Slippershel” em uma variedade de formatos que inclui até mesmo o Pro Tools Stems, e ainda dá ao usuário a opção de fazer uma doação, no melhor estilo Radiohead. Tudo que envolve a CASH Music, até agora, parece muito promissor, principalmente por dar aos criadores e consumidores de música uma chance de transpor, definitivamente, as barreiras que ainda existem entre os dois.

http://cashmusic.org/
http://creativecommons.org/weblog/entry/7896

BRASIL

MÚSICA DE BOLSO

Numa era em que as máquinas são tão poderosas que podem criar e destruir estrelas em um apertar de botões, a única saída para seguir sendo relevante e revolucionário acaba sendo optar pela mais absoluta simplicidade. Criado pelos cineastas Daniel Ribeiro, Tati Fujimori e Rafael Gomes e pelo jornalista Marcus Preto, Música de Bolso é um projeto que procura fugir da estética do videoclipe para criar um novo padrão para os vídeos de música. A idéia é unir música e cinema de uma forma espontânea, em lugares inusitados, onde normalmente não haveria música. Dessa forma, o site já botou a banda mato-grossense Vanguart pra tocar no meio da rua, filmou Wado e o Realismo Fantástico em uma escadaria de um prédio e ainda contou com nomes como Arnaldo Antunes, Thalma de Freitas, Zélia Duncan e Cibelle engrossando a lista de participações. A iniciativa lembra muito o projeto Take-Away Shows, criado pelo blog francês La Blogothèque, que já chegou à edição 77 filmando artistas como Arcade Fire, Caribou, I’m From Barcelona e The Shins tocando pelas ruas de Paris.

http://www.musicadebolso.com.br/
http://www.blogotheque.net/concertaemporter/

MULHERES, CHAPÉUS VOADORES E OUTRAS COISAS LEGAIS

Artista gráfico de mão cheia, músico underground nas horas vagas e publicitário para pagar as contas, Rafael Silveira resolveu dar um passo importante na sua carreira e lançou, no começo de dezembro, seu primeiro livro, “Mulheres, Chapéus Voadores e Outras Coisas Legais”. O livro mistura alguns de seus trabalhos mais importantes com criações inéditas, e é a primeira publicação brasileira a vir acompanhada de um Toy Art, uma boneca inflável de um palmo de altura, inspirada nas pin-ups dos anos 50. Quem abraçou a causa foi a Editora Arte & Letra, que criou, em parceria com o artista, uma bela vitrine para os seus desenhos e pinturas com tinta a óleo. A caixa do livro, por sinal, foi agraciada com o terceiro lugar no Prêmio Max Feffer de Design Gráfico. Inspirado pelas ilustrações comerciais dos anos 30, 40 e 50, pelo surrealismo pop de Mark Ryden e Eric White e pelos quadrinistas alternativos Robert Crumb e Chris Ware, o trabalho de Silveira é definido, por ele próprio, como um “choque entre a ingenuidade da infância, a demência adolescente e o sarcasmo da vida adulta”. Vencedor do Prêmio Abril de Jornalismo deste ano com uma caricatura de Thom Yorke para a revista Bizz, Silveira já publicou uma HQ na coletânea New Recruits, da cultuada editora norte-americana Dark Horse.

http://www.rafaelsilveira.com/

ARTE COR AÇÃO

Nascido como um dos quatro elementos da cultura hip hop, o graffiti acabou se infiltrando de maneira tão profunda nos cenários urbanos que conseguiu juntar forças para andar com suas próprias pernas e, assim, se distanciar das suas origens. Agora, um grupo de artistas de rua que usou a cidade de São Paulo como suporte para suas tintas, promove uma exposição coletiva que tem, entre seus principais objetivos, promover uma reaproximação desses universos. O projeto Arte Cor Ação acontece durante todo o mês de dezembro no Parque da Juventude (Avenida Zaki Narchi, 1309), na Zona Norte de São Paulo. A idéia é levar ao local 25 painéis criados pelos grafiteiros Chivitz, Guid, Highraff, Jey, Markone, Nove e Zezão. Destes, 17 já vêm prontos e os outros 8 serão produzidos em conjunto e junto com todos os interessados em participar de oficinas práticas que rolam sempre aos sábados e domingos, das 14h às 18hs. A programação, totalmente informal, conta ainda com debates sobre a institucionalização do graffiti e a discotecagem hip hop de Marinho (Pavilhão 9) e MC Deng Style, que recebe os convidados XIS, Rhossi, DJ Fab7 e Clan Munhão (LowBike Club).

http://www.artecoracao.blogspot.com/

THE INTERNATONAL ILLUSTRATED

Enquanto as tiragens das revistas convencionais seguem dando sinais de que as coisas não vão lá muito bem, um novo mercado editorial, fortemente baseado nas artes gráficas e focado em edições temáticas, vem ganhando força e indicando uma boa sobrevida para o formato. Uma das representantes dessa nova onda é a revista The International Illustrated. Criada pelos designers brasileiros Julio (aka Tênis Vermelho) e Vitor Cervi (aka Pool), a revista permanece, até a sua terceira edição, disponível apenas no formato digital, mas tudo indica que uma evolução para outras mídias é apenas uma questão de tempo. A principal e talvez mais marcante característica da revista seja o fato de que o texto simplesmente inexiste (a não ser, é claro, pelo título de cada trabalho e pelo nome do seu autor), dando lugar apenas às obras criadas de acordo com o tema central de cada edição. A propósito, a edição de estréia teve como tema “War”, a seguinte exibiu trabalhos criados dentro do conceito “Do What you Want and Fuck the Rest” e a terceira e mais recente convidou os artistas a apresentarem suas idéias sobre o tema “Other Names for the Devil”. Todas as edições podem ser acessadas gratuitamente no site da revista, um verdadeiro deleite para os olhos.

http://www.theinternationalillustrated.com/
http://www.slamxhype.com/2007/12/12/the-international-illustrated-1
http://www.coolhunting.com/archives/2007/12/the_internation_1.php

ZOMBIEOPER

Personagens confirmados em filmes B e jogos de videogame sobre experiências genéticas mal sucedidas e futuros apocalípticos, os zumbis serviram como fonte de inspiração para uma sensacional ópera rock composta pelo gênio musical, ilustrador e dublê de garoto propaganda Diego Medina (Doiseumimdoisema, Video Hits, Senador Medinha) e a multi-instrumentista Desirée Marantes (Deus e o Diabo, Monodia). Lançado apenas em formato digital, “Zombieoper” foi gravado entre janeiro e dezembro de 2007 em diversos lugares, chegando a espantosas 24 faixas distribuídas em 80 minutos muito macambúzios. O disco conta com diversas participações especiais, como diversos membros da banda Os Massa, Roberto Panarotto (Repolho), FLU, Benjão (Do Amor), Gabriel Bubu (Los Hermanos, Do Amor), Kassin (+2), Gruff Rhys (Super Furry Animals), Thomas Dreher e Carlita Viceconti, além do pai de Diego e o casal de gansos criados pela mãe de Desirée. Como o disco não deve existir em formato físico, o site serve de encarte, trazendo fotos, vídeos e textos, além de uma lojinha com camisetas, adesivos e pôsteres e uma máscara de stencil para quem quiser espalhar a Zombieoper por aí.

http://www.zombieoper.com
http://www.myspace.com/zombieoper

ARGENTINA

ESTUDIO URBANO

Primeiro espaço voltado para o ensino gratuito de todas as disciplinas ligadas à indústria musical, o Estudio Urbano é uma boa surpresa para todos os habitantes de Buenos Aires. Dirigido por Pedro Aznar, o centro oferece uma grande variedade de cursos e oficinas ministrados por nomes de peso no panorama musical argentino, incluindo Alfredo Rosso e Pipo Lernoud. Funcionando a todo vapor, o centro conta, desde o final de novembro, com um estúdio de gravação profissional aberto a todas as bandas interessadas, que podem marcar seus horários via e-mail. Para que ninguém abuse da facilidade, há uma pequena limitação: cada banda pode gravar apenas uma demo com três músicas. O Estudio Urbano, conta, ainda, com um espaço de shows, videoteca, biblioteca e discoteca, mantém um sistema de bolsas e organiza concursos. Se estiver em Buenos Aires e quiser conferir o trabalho de perto, o Estudio Urbano fica na Curapaligüe 585, em Flores.

http://www.estudiourbano2007.com.ar
http://www.oidoabsoluto.com.ar/blog/?p=42

BURLESQUE

Entre todas as modalidades de artes gráficas, talvez a mais injustiçada seja a história em quadrinhos. Apesar de ser freqüentemente comparada ao cinema quando se diz que é a única outra “arte seqüencial”, a verdade é que os quadrinhos raramente são vistos como arte pelo grande público. Dá pra se dizer o mesmo de curadores, críticos e demais artistas, levando-se em conta o baixíssimo número de galerias e museus que fazem exposições sobre quadrinhos. Dessa forma, que melhor solução para levar o quadrinho ao seu público do que publicando na rua? É o que pretende o projeto argentino Burlesque. Sua primeira edição, que conta com as participações de Truchafrita (Colombia), San Juan, Jok, Fran López, Joaquín Cuevas (Bolivia), Diego Rolle, Ernán e Otto, é um cartaz em preto-e-branco que pode ser encontrado colado em diversos muros e postes de Buenos Aires, bem como nas lojas de quadrinhos Punto de Fuga, Fábula, Club del Comic e livrarias Liberarte e Gandhi.

http://www.burlesquecomics.com.ar/
http://robotcomics.blogspot.com/2007/12/de-colombia-para-argentina.html
http://fran-lopez.blogspot.com/

ISOL + ZYPCE = SIMA

Isol é incansável. Além de renomada ilustradora, ela conduz uma produtiva carreira de cantora e compositora, participando da banda norte-americana de synthpop Alsace Lorraine e do grupo de música barroca The Excuse. Até não muito tempo atrás, ela também posava de vocalista da banda de pop eletrônico Entre Ríos, mas abandonou o posto recentemente. Apesar de todas essas funções, a argentina ainda encontrou tempo para iniciar um novo projeto. Prestes a ser lançado, em março de 2008, pelo selo norte-americano Darla Records, SIMA é o resultado da parceria entre Isol e seu irmão, Zypce, conhecido por construir seus próprios instrumentos e compor trilhas para espetáculos de teatro e dança. Das 11 faixas do disco, homônimo, apenas duas não foram copostas por Isol: “La primera vez” e “Vos me llamás” são de autoria da dupla Dani Umpi e Adrián Soiza. A produção ficou a cargo do próprio Zypce, e a masterização é de Nicolás Cecinini. Enquanto o disco não sai, pelo menos quatro temas (incluindo os de Umpi e Soiza) podem ser ouvidos no MySpace do projeto.

http://www.myspace.com/isolzypce
http://www.zonaindie.com.ar/el-nuevo-proyecto-musical-de-isol

LOVEYOU*

Faz muito tempo que já podemos dizer adeus às velhas fórmulas e aos antigos formatos de comercialização, mas mesmo assim, toda vez que aparece um exemplo como esse dá vontade de sorrir e pensar nas possibilidades que o futuro nos reserva. Essa história, em específico, começa em 2004, quando surgiu a provocativa coleção de camisetas “Puta”. Em agosto desse ano, Nasa*, o designer responsável pela linha de camisetas, juntou forças com Caro (da marca Soma) e abriu a loja loveyou*, que rapidamente se transformou num dos principais endereços para quem busca consumir cultura alternativa de qualidade em Buenos Aires, afinal de contas, além de roupas, a loja vende também acessórios, livros, fanzines e diversos outros itens sensacionais. Recentemente, Nasa* lançou a coleção da Puta para 2008, “Dark Side Sessions” que busca inspiração na música, na arte e na cidade para criar peças extremamente requintadas, mas sem perder a ousadia.

http://www.putaweb.com.ar/
http://www.loveyouweb.com.ar/
http://www.nasaworks.com.ar/

SOY ADICTO

Mesmo o mais casto dos monges não será capaz de negar: ele também possui um vício. Assim como eu, você e os 32 artistas convidados a participar da mostra coletiva “Soy Adicto”, em exposição na galeria Tanto Deseo até o dia 30 de dezembro. O projeto conta com a curadoria de Pablo Harymbat e Magalí Pallero, da UMO, que selecionaram, ainda, o curta “Flash Sangriento” (1986), de Fabio Manes, para ser projetado em seu formato original? 16mm. A mostra conta com trabalhos de Chu, Mateo Amaral Junco, Mariano Giraud, Nasa, Marcela Sinclair, Ruy Krygier, Calvin Burton (USA), Alfio Demestre, Hernán Pruden, Buenos Aires Stencil, Fabio Manes, Orilo Blandini, Kid Gaucho, Tec, Andrea Vazquez, Defi, Cristian Barnes, Maria Bedoian, Gualicho!, G-love, B. Andersen, Rodrigo Vázquez, Lucila Biscione, Adriana Minoliti, Federico González, Justina Canton, Lorena Tiraboschi, Paola Vega, Gervasio Ciaravino, Cristina Coll e Eduardo Zabala.

http://www.myspace.com/tantodeseo
http://www.flickr.com/photos/umoumo

MÉXICO

ARQUEOLOGÍA URBANA

Já faz três anos que o fotógrafo mexicano Ernesto Ramírez deu início a um projeto gigantesco, que busca a recuperação da memória urbana. Ramírez acredita que a as ruínas nos falam sobre uma época, sobre um estilo, sobre um gosto e até sobre uma classe social que as projetou e habitou. Por isso, dedicou todo o seu tempo livre nestes últimos anos para captar imagens que se aprofundam na investigação das comparações entre o novo e o velho; o presente e o passado; a ausência e a possibilidade de reconstruir a história a partir dos dados que nos sobram. Esta é a essência do projeto “Arqueología Urbana”, que agora ganha vida na forma de uma exposição no Centro de la Imagen, na Cidade do México. Merecedor do Premio Fernando Benítez 2007 e de Beca de Co-inversiones de Fonca, “Arqueología Urbana” fica aberta à visitação até o dia 2 de março, e tem entrada gratuita.

http://vivirmexico.com/2007/12/06/arqueologia-urbana-de-ernesto-ramirez/
http://chilangabanda.com/2007/12/06/arqueologia-urbana/
http://centrodelaimagen.conaculta.gob.mx/

TAPE

O revival dos anos 90 já começa a despontar como uma realidade no horizonte, mas isso não quer dizer que todos os ícones e símbolos dos anos 80 tenham sido resgatados e reaproveitados até o máximo. Um bom exemplo disso é a nova convocatória promovida pelos artistas gráficos mexicanos Pulque e Revilox. “Tape”, como o próprio nome sugere, promove a intervenção artística em fitas K7. Mas como estamos no século 21 e a rede mundial de computadores deixa tudo muito mais prático, não é necessário personalizar uma fita de verdade para participar do projeto. Basta acessar o site criado pela dupla especialmente para a convocatória, baixar um arquivo contendo o desenho de uma fita K7 em branco, personalizá-lo do jeito que quiser e depois enviar para revilox@hotmail.com. Quando a convocatória se encerrar, no dia 5 de fevereiro, Pulque e Revilox reunirão todos os trabalhos enviados e farão um grande pôster, que poderá ser baixado e impresso em uma plotter de alta definição.

http://www.tapeit.blogspot.com/
http://thecitylovesyou.com/news/?p=1455

MAI ESPEIS

Aproveitando um nome cuja pronúncia é idêntica a de um dos mais populares sites de relacionamento do mundo, a mostra coletiva “Mai Espeis” reúne obras produzidas em diversos formatos por 17 artistas mexicanos diferentes, tendo como ponto de intersecção entre todas a proposta de sugerir uma interação com o público e com os meios de comunicação. Com curadoria da artista mexicana María José Alós, a mostra reúne fotografias, vídeos, desenhos, instalações, animações e projetos de arte sonora de nomes como Aarón Jiménez, Alejandra Alós, Carlos Fabregat, Daren Sánchez, Doble Remolque, Eder Almanza, Erick Irving, Everardo Felipe, Gimena Ki Chan, Hugo Arizmendi, Julia De Carcer, María José Alós, Od Boronat, Pedro Boronat, Rodrigo Díaz Salas, Román Hernández e Unjö Unziu. A mostra fica em exposição na Galeria del Área de Camerinos, na Plaza de las Artes do Centro Nacional de Las Artes do dia 11 de janeiro até 10 de fevereiro de 2008. A entrada é gratuita.

http://defecito.com/2007/12/12/mai-espeis/

AUTOENGAÑO

Militando nas fileiras do expressionismo e deformando deliberadamente a realidade para expressar satisfatoriamente os valores que pretende colocar em evidência, César Nández é dono de uma pena afiada, que mais abre rasgos nas folhas de papel que rabisca do que desenha traços. Na série de ilustrações “Autoengaño”, essa verve crítica se mostra mais exposta e ululante, criando um jogo de imagens ambíguas e ricas em símbolos e contando histórias catárticas, impregnadas de uma farta dose de humor negro e ironia. Seu traço, tanto colorido quanto preto-e-branco, é minucioso e cheio de possibilidades. Os temas sombrios aparecem quase sempre disfarçados por baixo de uma pesada camada de humor e estranhezas, que procuram diluir um pouco o impacto de suas imagens nefastas. Dê uma boa olhada em seus muitos endereços espalhados pela rede e prepare-se para entrar em um mundo capaz de fascinar ao mesmo tempo que aterroriza.

http://www.myspace.com/nandez_dsr
http://www.fotolog.com/cnandez/
http://thecitylovesyou.com/news/?p=1410
http://dsr-nandez.blogspot.com/

WATCHAVATO

Somente alguém muito visionário para imaginar, no final dos anos 70, que aquelas imagens coloridas que os moradores dos subúrbios de Nova York começavam a estampar nas paredes e vagões de trem um dia sairiam das periferias americanas para conquistar o mundo. Mas nem mesmo Nostradamus seria capaz de supor que essas mesmas pinturas um dia ganhariam o status de arte e passariam a disputar espaço com óleos e afrescos nos museus e galerias. O mais recente exemplo é “Tiempo de mi lado”, a nova exposição que o artista urbano Watchavato leva à Galería José María Velasco (Peralvillo 55, Col. Morelos), na Cidade do México. Não é a primeira e, provavelmente, nem será sua última mostra em uma galeria. Conhecido pelo seu trabalho com o stencil, o cartaz e o sticker nas ruas, Watchavato apresenta um universo cotidiano, cosmopolita e contundente, mas ainda assim carregado de elementos estéticos locais. Vale uma conferida.

http://www.watchavato.com.mx/
http://thecitylovesyou.com/news/?p=1415

COLÔMBIA

VASOS COMUNICANTES

O rádio não morreu com a chegada do cinema. Também resistiu aos encantos da televisão. E por incrível que pareça, nem mesmo a poderosa internet foi capaz de enfraquecê-lo de uma forma significativa. Pelo contrário: ajudou a reinventar sua linguagem em novos formatos e propostas, muitos deles impensáveis até então. O projeto Vasos Comunicantes, por exemplo, une Londres e Bogotá em um programa que apresenta relatos (crônicas ou entrevistas) sobre cada cidade em programas bilíngües de meia hora (15 minutos para cada cidade/idioma). Com um conteúdo que se aproxima bastante do que poderia ser chamado de “documentário radiofônico”, o programa, único do gênero na Colômbia, aborda sempre uma temática específica, mas também faz uso de algumas ferramentas digitais para alinhar-se com as vanguardas artísticas que promovem experimentações no rádio. Do dia 4 de agosto ao dia 3 de novembro, a UN Radio 98.5 FM, de Bogotá veiculou, todos os sábados, uma nova edição, totalizando 13 programas. Agora, dando continuidade ao projeto, a UN Radio vem retransmitindo todos os programas desde o dia 24 de novembro. Mas dessa vez, a parte em inglês vem traduzida para o espanhol.

http://www.myspace.com/vasoscomunicanteslab
http://www.unradio.unal.edu.co
http://www.britishcouncil.org/colombia

VELANDIA Y LA TIGRA

Fundador e principal compositor do notório grupo colombiano Cabuya, Edson Agustín Velandia parece ter encontrado seu caminho desde que se lançou em busca de novas fronteiras musicais com o projeto Velandia y La Tigra. Seu álbum de estréia, “Once Rasqas” vem sendo amplamente elogiado pela crítica especializada desde o seu lançamento. A revista Semana o considerou “um dos mais surpreendentes discos da história recente da música colombiana”. Formada por Velandia (voz e guitarra), Gabriel Matute (baixo e programações), Dimitry Ryesnick (trombone), Oscar Bruce Acevedo (bateria) e Juan Pablo Cediel (teclado e tiple - um instrumento de cordas considerado o instrumento nacional da Colômbia), a banda faz um som completamente inclassificável, denominado por eles próprios como “rasqa”, uma música peculiar parecida com os ritmos rurais, populares e urbanos, apoiado por um trabalho literário e poético. Suas apresentações já são famosas não apenas pela energia que passam, mas também pela presença de um personagem com cabeça de burro, que faz os discursos de abertura e encerramento de todos os shows. Imperdível.

http://www.velandiaylatigra.com/
http://www.myspace.com/velandia

MARCELA RESTREPO URIBE

Ela tem tanto orgulho de ser canhota que criou um site dedicado exclusivamente aos artistas e designers que usam a mão esquerda para espalhar suas criações pelo mundo. Mas a verdade é que se ela não tivesse dito nada, dificilmente algum de nós perceberia essa particularidade. Nascida em Medellin, na Colômbia, e atualmente vivendo em Sydney, na Austrália, Marcela Restrepo Uribe é uma talentosa ilustradora e designer gráfica com um portfolio bastante resumido, mas nem por isso menos belo. Seus singelos desenhos de objetos corriqueiros e cenas do cotidiano tem um quê de arte naïf, ao mesmo tempo que deixam transparecer um olhar cuidadoso, que transforma embalagens e recipientes variados em objetos coloridos e iluminados. Infelizmente, o site traz apenas 22 desenhos, mas já é mais que suficiente para afirmar: Marcela tem personalidade.

http://www.lefthandside.com/marce/
http://weblog.evasee.com/?p=4288

ATOMIKO

Um apelido, quando usado por muito tempo, opera esse estranho milagre de tomar completamente o lugar do seu nome original. Desse modo, se você cruzar com Atomiko pelas ruas de Bogotá e chamá-lo de Andrés, é provável que ele não responda. Um dos fotógrafos de moda mais originais da Colômbia, Atomiko ganhou sua alcunha graças a banda de electro a qual pertence, Atomic Brain. A estética predominante em seus primeiros trabalhos, por sinal, também foi desenvolvida baseada nos conceitos do electroclash, misturando artes gráficas, vídeo-instalações, música, moda e arte. Influenciado pelos editoriais publicados nas revistas I-D e Nylon, o trabalho de Atomiko prima pelo minimalismo, aplicando luzes básicas, cores saturadas e contrastes opacos. Entre seus trabalhos mais relevantes estão os catálogos das marcas Glow (de Guadalajara, no México) e Cacahuette; o fotoshoot para a marca Vintage; as fotos publicadas nas revistas INfashion e Glam magazin; a direção de fotografia no curta “Ausente” e direção de arte no curta “Retrox”.

http://www.flickr.com/photos/atomikophotography
http://www.zolamagazine.com/bogota/edicion5/

EL BOMBILLO

Freqüentemente considerada mais atrasada em relação aos países da Europa ou os Estados Unidos, a América Latina vem mudando lentamente essa impressão sobretudo quando se leva em consideração a explosão das galerias de arte e centros culturais nos últimos anos. Mais um, entre centenas de outros bons exemplos vem da Colômbia. Localizado em Bogotá, El Bombillo é um centro cultural que usa a arte como ponto de intersecção dentro de uma proposta multi-disciplinar. Trocando em miúdos, isso quer dizer que os freqüentadores do centro podem desfrutar de uma série de possibilidades relativas às mais variadas disciplinas artísticas, ou seja, é possível comprar camisetas, agendas e acessórios com designs exclusivamente elaborados por artistas, conferir exposições, shows e palestras ou até mesmo se inscrever em oficinas para aprender coisas tão variadas quanto desenho, história da arte ou tocar violão. Bela iniciativa, a da Colômbia. Merece ser aplaudida e copiada por todos os seus vizinhos.

http://www.elbombilloccultural.com/
http://www.zolamagazine.com/bogota/edicion5/

14/12

TECH

OGLE

Toda vez que um ciclo se fecha, é sinal de que algo muito importante está acontecendo. Ao que tudo indica, um novo aplicativo desenvolvido pelo centro de pesquisas do instituto de tecnologia nova-iorquino Eyebeam acaba de plantar a semente fundamental para uma grande transformação. O Eyebeam OpenLab acaba de lançar o OGLE (OpenGLExtractor), um software open source capaz de capturar e reutilizar dados geométricos extraídos de aplicações gráficas em 3D que rodam em plataforma Windows. Na prática, isso quer dizer que é possível criar objetos reais em três dimensões a partir de gráficos gerados por computadores. No site do projeto, os três exemplos ilustrados já dão uma boa idéia das aplicações do OGLE: a criação de um boneco baseado em um personagem do jogo World of Warcraft, uma maquete gerada a partir de dados coletados no Google Earth e um “mashup” que coloca um dragão criado no Second Life dentro do Google Earth.

http://www.eyebeam.org/
http://ogle.eyebeamresearch.org/

FUNKY FOREST

Totalmente sintonizado com as novas tendências do entretenimento eletrônico, o novo projeto dos designers Theodore Watson e Emily Gobeille acerta em cheio ao apostar nas crianças para absorver e disseminar conceitos ecologicamente corretos. Apresentado durante a edição de 2007 do festival holandês Cinekid, a instalação interativa “Funky Forest” cria árvores luminosas em telões reativos a partir do movimento dos corpos das crianças. Uma vez criadas, as árvores precisam ser abastecidas com água provinda de rios e cachoeiras para se manterem vivas. A saúde de cada árvore conta pontos para a saúde geral da floresta, que, dessa forma, ajuda a definir que tipo de criatura habita o local. Inteiramente desenvolvido em openFrameworks, “Funky Forest” é uma forma inteligente de ensinar às crianças conceitos básicos sobre a manutenção dos ecossistemas, além de desenvolver uma consciência ecológica precoce e importantíssima para o futuro das próximas gerações.

http://muonics.net/site_docs/work.php?id=41
http://www.cinekid.nl/
http://zanyparade.com/

ACTICS

Nós, seres humanos, temos uma série de predileções tão únicas que seria difícil imaginá-las integrando o cardápio de qualquer outro animal que habitasse este - ou qualquer outro - planeta. Uma incrível necessidade de classificação é uma delas. Temos essa mania de rotular tudo, principalmente para poder comparar um rótulo com o outro e extrair daí um juízo. O problema é que quase sempre fazemos isso pelos motivos errados. Mas a crescente popularidade de um site como o Actics mostra que isso pode (finalmente) estar mudando. Com o slogan “alinhando ética e ações”, a nova rede social pretende utilizar o poder econômico dos consumidores, fabricantes e lojistas para criar uma sociedade mais justa e preocupada com o desenvolvimento sustentável. E como ela faz isso? Com um sistema de ratings, semelhante aos encontrados em qualquer site, porém inteiramente voltado para o nível de ética do usuário. A idéia é ajudar consumidores e empresas a se comportarem da forma mais ética possível em suas ações, que depois devem relatá-las no site para obter uma melhor classificação no ranking. Eis aí uma grande idéia: numa competição assim, não existem perdedores.

http://www.actics.com/
http://www.psfk.com/2007/11/actics-aligning-ethics-with-actions.html

THE DUMPSTER

Artista, compositor, performer e engenheiro (sim, é isso mesmo), Golan Levin é um dos nomes mais importantes da história dos softwares de arte interativa. Apesar disso, só agora ele ganha o destaque merecido na sua primeira mostra individual, aberta no final de novembro na galeria Bitforms, em Nova York. Procurando sempre explorar o componente humano por trás de cada criação eletrônica, Levin tem em “The Dumpster” uma de suas criações mais famosas. Desenvolvida em parceria com Kamal Nigam e Jonathan Feinberg dentro de uma série de três trabalhos feitos para o Tate Online, “The Dumpster” é um sistema que vasculha milhões de blogs escritos em inglês e compila todos os post sobre o temido pé-na-bunda. Exibindo esse recorte da vida romântica dos adolescentes norte-americanos, “The Dumpster” pretende mostrar que, apesar de diferentes em alguns aspectos, em essência nossos sentimentos são profundamente semelhantes. A bela interface gráfica revela, ainda, uma série de dados analíticos e correlações entre os posts.

http://artport.whitney.org/commissions/thedumpster/
http://www.bitforms.com/index.php#id=34&num=2
http://www.flong.com/

ARTE

SANTA’S GHETTO @ BETHLEHEM

Em boa parte do mundo, dezembro é sempre assim. As ruas e casas ganham luzes e decoração, as lojas aumentam o faturamento e as crianças esperam ansiosamente pela noite do dia 24: é Natal. Em Londres, há alguns anos, dezembro é sinônimo de algo mais, que vai justamente na contramão de todos os símbolos capitaneados pelo Papai Noel: Santa’s Ghetto. Organizada pelo misterioso e genial Banksy, o evento oferece, por tempo limitado, obras de diversos artistas urbanos (além dele próprio) por preços camaradas. Esse ano, o artista inglês resolveu extrapolar de vez e levou o Santa’s Ghetto para Belém - a Terra Santa, o lugar onde Jesus nasceu. Mais de 30 artistas participam este ano, ocupando três andares de um prédio localizado próximo à Basílica da Natividade. Entre eles 3D (do Massive Attack), Abdul Rohman Elmzyen, Sam 3, Erica il Cane, Mark Jenkins, Paul Insect, Aiko, Bast, Blu, Sickboy e Souleiman Mansour. A exemplo de outros anos, toda a renda será revertida para projetos locais direcionados para crianças e jovens em situação de risco.

http://thecitylovesyou.com/news/?p=1372
http://www.santasghetto.com/

Q-BA MAZE

Daqui a cem ou duzentos anos, quando olharmos para o passado, o século 21 certamente ficará conhecido como a era em que a contemplação foi substituída irreversivelmente pela participação. Hoje em dia é cada vez mais raro encontrar qualquer forma de entretenimento ou lazer que esteja associada com uma postura passiva, mesmo quando não estamos falando de alta tecnologia. Um bom exemplo para ilustrar essa corrente é o Q-Ba Maze, brinquedo que combina conceitos de arquitetura, labirinto, pinball e LEGO. Criado pelo designer Andrew Confort e classificado como “um dos produtos mais engenhosos do ano” pela übbercool ID magazine, o Q-Ba Maze é composto de uma série de 20 ou 50 bloquinhos de encaixar transparentes e vazados, que permitem que pequenas bolinhas de metal percorram seus caminhos uma vez que a estrutura está montada. Cada kit contêm blocos com pelo menos três formatos diferentes, proporcionando possibilidades quase infinitas de criação. E diferentemente dos tradicionais blocos de montar que viraram cult nos últimos anos, a diversão não termina quando a peça está montada. Aliás, muito pelo contrário: é exatamente aí que a brincadeira começa.

http://www.q-ba-maze.com/
http://www.playanddesign.org/
http://www.joshspear.com/item/amaze-with-cubes/
http://www.core77.com/blog/object_culture/qbamaze_8283.asp

HARRY ALLEN: REALITY

Mais conhecido pelo seu trabalho como designer de móveis e pela decoração de escritórios de lugares como a Metropolis Magazine e o Guggenheim Museum, Harry Allen apresenta uma linha de produtos inusitados à venda exclusivamente na loja norte-americana Velocity Art And Design. Batizada com o sugestivo nome “Reality”, a coleção faz uma releitura lúdica e bem-humorada de peças e objetos cotidianos, ao brincar com os clichês e transformá-los em ícones. Todos os cabides da série, por exemplo, são feitos com base na mão do próprio Allen. Em tamanho real, as peças estão disponíveis nos modelos “C’mere”, “Grab” e “Offer Hand”. Allen também usou a mão de modelo para um divertido vaso (que parece segurar um buquê de flores) e um genial porta-incenso. A coleção apresenta, ainda, uma fruteira em forma de cacho de bananas, chaveiros em forma de cadeados e chaves e um rack de vinho no formato de uma fileira de garrafas de vinho. Feitas à mão e com a marca de um artista renomado, é claro que esses mimos não saem barato: o item mais barato da lista, o chaveiro em forma de chave, custa US$ 35. Já a “Banana Bowl” atinge salgados US$ 350.

ALEXANDROS VASMOULAKIS

Atenas, um dos berços da civilização ocidental, abriga uma maravilhosa coleção de arte clássica a céu aberto: monumentos milenares como as ruínas do Partenon recebem, todos os anos, milhares de turistas vindos de todas as partes do mundo. Mas não só de antiguidades é composto o panorama artístico da capital grega. Ainda que não tenha tanto destaque na cena de arte urbana como outras grandes metrópoles européias, Atenas conta com pelo menos um grande talento renovando o gosto pelo belo nas ruas da cidade. Responsável por ilustrações colossais, como o enorme braço que aponta para o céu em uma fachada na Psyrri Square, a decoração das casas de trabalhadores na rua Pireos e o labirinto da estação de metrô Megaro Moussikis, Alexandros Vasmoulakis estudou na Escola de Finas Artes de Atenas, e participou de diversas mostras em galerias da cidade. Apesar do reconhecimento obtido com suas intervenções urbanas, que abriu as portas para trabalhos com marcas como Nike e J&B, há cerca de dois anos Vasmoulakis deu uma guinada na carreira e passou a retratar pessoas, de dimensões igualmente colossais, nas fachadas de prédios de Atenas. Apesar disso, ele mantém uma consistência louvável: seu trabalho, apesar de usar como suporte as ruas, tem conexões muito mais fortes com a pintura e a ilustração do que com a estética do graffiti - e é exatamente assim desde o princípio.

http://www.vee.bz/

MÚSICA

DIGITAL PRIMATE

Ele é um desses animais raros: um artista com uma verdadeira paixão pelo seu trabalho. De fato, é cada vez mais difícil encontrar quem realmente nutra sentimentos tão fortes pelo que faz que continuaria fazendo mesmo que não recebesse um tostão furado por isso - sobretudo quando estamos falando de música. Verdadeira lenda underground, Digital Primate é um dos nomes mais respeitados da cena techno australiana. Fundador do Centriphugal, o club mais quente de Melbourne, ele lança seus discos pelo selo britânico PRO-JEX (o favorito de Carl Cox), comandado pelo amigo Charlie Hall. Já trabalhou com nomes como Stelarc e Zbigniew Karkowski em alguns projetos experimentais muito loucos, excursiona anualmente por toda a Europa se apresentando como DJ e foi remixado por nomes como DJ Rush, Organ Grinder, Jim Masters, Pounding Grooves e Justin Berkovi, mas, mesmo assim, ainda é praticamente um desconhecido na Austrália. Mas não totalmente: graças aos seus esforços à frente do Centriphugal, o ghetto techno se tornou um dos ritmos preferidos dos clubbers de Melbourne. Mesclando batidas sincopadas com toques de reggae, rap, dirty south e grime, o som do primata digital tem vocação pra pista em plena era de ouro do batidão. Fique de olho: Digital Primate não faz baile funk, mas certamente abala as estruturas.

http://digitalprimate.com/
http://this.bigstereo.net/2007/11/28/digital-primate/

OF MONTREAL

Apesar de ter lançado oito discos ao longo de quase dez anos de carreira, somente nos últimos dois anos o trabalho dos norte-americanos do Of Montreal começou a realmente chamar a atenção. Muito dessa nova fama da banda se deve ao fato da brusca mudança de temas, principalmente no último disco, o elogiadíssimo “Hissing Fauna, Are You the Destroyer?”. Do indie pop psicodélico que prestava suas reverências ao experimentalismo e ainda encontrava espaço para longas narrativas sobre personagens absurdos, a banda lançou um álbum denso e depressivo, falando de temas mais pessoais e introspectivos. Quase todo o disco foi composto e gravado por Kevin Barnes - vocalista e líder da Of Montreal - em meio a um turbulento período que precedeu a separação da esposa. Surpreendendo crítica e fãs, o disco ganhou destaque e rendeu convites impossíveis até pouco tempo atrás, como a participação no talk show de Conan O’Brien, em abril deste ano. Atualmente, a banda prepara o seu nono álbum de estúdio, “Skeletal Lamping”, que deve ser lançado em outubro de 2008, pela Polyvinyl representando uma nova ruptura musical. De acordo com Barnes, o disco será composto de centenas de retalhos sonoros de 30 a 50 segundos de duração, desviando da linha mais pop que a banda seguiu em discos anteriores. É só esperar pra ver.

http://www.myspace.com/ofmontreal
http://www.myspace.com/blackkidsrock
http://www.ofmontreal.net

WHITE WILLIAMS: SMOKE

Ao ouvir os primeiros 30 segundos de “New Violence”, uma das faixas que faz parte de “Smoke”, disco de estréia do norte-americano Joe Williams (aka White Williams), é simplesmente impossível não lembrar imediatamente dos momentos mais dançantes de Beck Hansen. Todos os elementos estão lá: linhas de baixo esbanjando groove, batidas eletrônicas precisas e sem muita afetação e um registro vocal que, em muitas vezes, chega a ser quase plágio de tão parecido. Isso não diminui em nada a sua elogiadíssima estréia pela Tigerbeat6 Records, que obteve impressionantes 8.3 na prestigiosa classificação da Pitchfork Media. Envolvido com Gregg Gillis (do Girl Talk, para quem, aliás, andou abrindo shows recentemente) desde o começo da carreira, Williams transitou pelo noise rock e por toda sorte de experimentalismo até encontrar o seu caminho na música pop dançante. Gravado ao longo de dois anos em sessões em Cleveland, Cincinnati, Nova York e San Francisco, “Smoke” necessitou apenas de um laptop, sintetizadores analógicos e algum equipamento básico de estúdio para ser concebido. Beck que se cuide.

http://www.myspace.com/whitewilliams
http://www.pitchforkmedia.com/article/record_review/46147-smoke

SIA: SOME PEOPLE HAVE REAL PROBLEMS

Depois do boom da surf music, que rolou da metade pro final dos anos 80, a música australiana parecia ter entrado em uma espécie estranha de paralisia. Novos talentos praticamente não surgiam, e os que surgiam não tinham muito sucesso em alcançar o mercado internacional. Mas as coisas estão mudando. A expectativa em torno do lançamento do terceiro álbum de estúdio de Sia é um indicativo forte dessa nova tendência. “Some People Have REAL Problems”, que sai no dia 8 de janeiro pela Monkey Puzzle Records em parceria com a Hear Music (o projeto musical da Starbucks), já é um dos discos mais esperados do ano. Tanto que no dia 6 de novembro, mais de dois meses antes do lançamento oficial, foi lançado um EP digital antecipando quatro músicas do novo disco. O vídeo de “Buttons”, a faixa escondida do álbum, está há pouco mais de quatro meses no YouTube, e já foi visto mais de 450 mil vezes. Apesar de ter lançado o primeiro disco solo em 1997, o sucesso só chegou nos últimos dois anos para Sia, quando a música “Breathe Me” entrou na trilha do seriado “Six Feet Under”. Depois disso, ela gravou os vocais em dois discos do duo de downtempo britânico Zero 7, emplacou uma cover de “Paranoid Android” no tributo ao Radiohead “Exit Music: Songs with Radio Heads”, que chegou a ser usada de trilha em um episódio de outro seriado, “The O.C.”

http://www.siamusic.net/
http://www.joshspear.com/item/some-people-have-real-problems/

BRASIL

UNIVERSO EM DJS

Um dos assuntos mais recorrentes nas discussões que envolvem a cena eletrônica brasileira é a falta de união que faz com que muitos projetos não saiam do chão. Contrariando abertamente essa idéia, um grupo de DJs, VJs e produtores paulistas resolveu juntar suas forças para criar a agência/coletivo Universo em DJs. A idéia, a exemplo do que acontece com a maioria das indústrias estabelecidas, é tirar o poder da mão das agências de booking e deixar que o grupo tome, por sua conta, todas as decisões sobre as carreiras de seus membros. Entre os membros, estão os DJs Andre Juliani, André Ribeiro, Luca Lauri, Lúcio Morais, Maltchique, Marcos Morcerf, Mondino, Pejota, Yuri Chix, o duo beaTTrate, os Live P.A.s Pink Monkey Flower, Database e H. e os VJs Mari Rizzo e Danilo B.

http://www.myspace.com/universoemdjs
http://www.universoemdjs.zip.net
http://www.marcosmorcerf.com
http://www.pinkmonkeyflower.com
http://www.djandreribeiro.com
http://www.rodrigobraga.com
http://www.memorabiliarecords.com
http://www.myspace.com/marcosmorcerf
http://www.myspace.com/2pinkmonkeyflower
http://www.myspace.com/pmfremixes
http://www.myspace.com/djandreribeiro
http://www.myspace.com/djpejota
http://www.myspace.com/maltchique
http://www.myspace.com/memorabiliarecs
http://www.myspace.com/djluciomorais
http://www.myspace.com/yurichix
http://www.myspace.com/agadot
http://www.myspace.com/databasetrax
http://www.myspace.com/beattrate
http://www.myspace.com/djandrejuliani

MAX HAUS

Em um mundo tão múltiplo, é claro que a palavra de ordem não é uma só. Mesmo assim, todas apontam mais ou menos na mesma direção: customizar, personalizar, individualizar. Enquanto a cultura de massa vai definhando a olhos vistos, uma nova cultura, focada intensamente nas preferências mais íntimas de cada ser humano, vai se fortalecendo. E se graças a essa nova cultura já se podia ter roupas e acessórios que eram os mesmos, mas, ao mesmo tempo, diferentes e personalizados, por que não fazer o mesmo com a sua casa? Pois é exatamente esse o conceito que a Max Haus está introduzindo em São Paulo. A idéia é criar prédios compostos de espaços vazios de 70 metros quadrados, que podem ser inteiramente personalizados pelos seus clientes. Com base no que chama de “Arquitetura Aberta”, a Max Haus mantém um site no qual seus potenciais compradores podem criar o apartamento dos seus sonhos, que depois integra um grande prédio virtual, em uma espécie de rede social arquitetônica. Se estiver muito satisfeito com o resultado e quiser dar o próximo passo, é só entrar em contato que a Max Haus constrói o seu apartamento exatamente como você o desenhou. É o sonho da casa própria na era da criação colaborativa. Arquitetos: tremei.

http://www.maxhaus.com.br/
http://www.joshspear.com/item/max-haus/email/

DETANICO / LAIN

Eles saíram da pequena Caxias do Sul, na serra gaúcha, para conquistar a Europa - e a partir de lá, naturalmente, o resto do mundo. Angela Detanico e Rafael Lain já vêm figurando entre os nomes mais criativos das artes gráficas contemporâneas há algum tempo com trabalhos como a fonte “Utopia” (2001), que usa como tipos construções modernistas do arquiteto Oscar Niemeyer e favelas tipicamente brasileiras, e o sistema de escrita “Pilha” (2003), que relaciona pilhas de tijolos a letras do alfabeto latino e japonês (”Pilha-Kana”, 2006). Apesar da predileção pela tipografia, a dupla se aventura, ainda, no campo das instalações, animações, vídeo-arte, pintura e diversos outros campos, sempre esbanjando criatividade e boas idéias. O ano de 2007 foi bem movimentado: além de participar da 52ª Bienal de Veneza, a dupla emplacou duas exposições individuais (uma em Londres, outra em Montreal) e integrou as mostras “Travelling Without Moving” (Canadá), “Weighless Days” (Japão), “Equation du Temps” (França), “Limite” e “Novas Utopias” (Brasil).

http://www.detanicolain.com/

CRIMINAL TOYS

Diretamente de outras galáxias para São Paulo, acaba de chegar à Banca de Camisetas a primeira coleção de paper toys de Carlo Giovani. Já fazia tempo que Giovani estava devendo: os paper toys são uma de suas especialidades, e ilustram várias páginas de seu site, em trabalhos desenvolvidos para clientes como o New York Times e as revistas Superinteressante, Mundo Estranho e Revista da MTV. Apesar de menos sofisticados do que os modelos que ilustram o site, os Criminal Toys não são nada toscos. Muito pelo contrário. Respeitando uma estética sci-fi de “monstros do espaço”, os bonecos de Giovani estão disponíveis em quatro modelos, e podem ser encontrados apenas na sede da Banca de Camisetas da Alameda Franca, 1104, ou no site da loja.

http://www.bancadecamisetas.com.br/
http://carlogiovani.com/

DIZPUTA

Apesar de ter sido incrivelmente importante para a divulgação de bandas, quadrinhos e idéias durante os anos 80 e 90, o fanzine, publicação independente geralmente feito à mão, na base da colagem, e depois xerocado para ser distribuído (ou eventualmente até vendido) teve seu fim decretado assim que a internet surgiu. Se você também acreditou nessa conversa, é melhor rever os seus conceitos: acaba de sair o primeiro número do zine Dizputa. Com tiragem de cinco mil exemplares impressos, o Dizputa é produzido pelo pessoal da Idealshop e conta, nessa edição de estréia, com as colaborações de Farofa (Sesper / Garage Fuzz), Rodrigo Lima (Dead Fish), Donida (Matanza), Haroldo e SHN (Magüerbes / SHN), Rodrigo (Colligere / Vida Simples), Marcelo Viegas (Ästerdon / Revista 100% Skateboard), Ricardo Tibiu e Lelê (Cine Disco), todos nomes profundamente ligados ao underground nacional. O zine traz, ainda, entrevistas com as bandas Hill Billy The Kid e Seaweed, além de dois posters encartados, um assinado por Sesper e o outro por SHN. E a melhor notícia do dia: o Dizputa é distribuído gratuitamente.

http://jornaldizputa.blogspot.com

ARGENTINA

TESTER @ HOLLYWOOD IN CAMBODIA

Buenos Aires é, definitivamente, um dos principais pólos da nova arte urbana na América Latina. Grafiteiros, stickers, coletivos dedicados ao stencil e todos os sub-grupos existentes na imensa cultura do street art estão muito bem representados na capital portenha, e em plena atividade. Para comprovar essa afirmação, tudo que se precisava fazer era dar um bom passei pelas ruas e prestar atenção nas paredes. Agora, chegou a vez de seguir prestando atenção nas paredes - mas dentro das galerias de arte. Desde o dia 09 de dezembro a Hollywood In Cambodia exibe a mostra “IAMTESTER, LOVE”, assinada pelo ilustrador e skatista TESTER, membro do coletivo de street art RunDontWalk. A exposição entra na onda do “work in progress” e libera as paredes da galeria (e alguns outros espaços) para que TESTER improvise livremente até o dia 13 de janeiro, quando as atividades estarão oficialmente encerradas. A mostra “IAMTESTER, LOVE” pode ser visitada de quinta a domingo, das 17h às 21h, mas quem preferir pode visitar diariamente o blog http://iamtesterlove.blogspot.com/ para acompanhar a evolução dos trabalhos.

http://www.iamtester.net/
http://iamtesterlove.blogspot.com/
http://www.hollywoodincambodia.com.ar/

GENERACIÓN - CINE ARGENTINO NUEVO

Privilegiando desde sempre o cinema independente argentino, seja por meio de ciclos regulares ou oferecendo espaço para a estréia de novos filmes, o Museo de Arte Latino-americano de Buenos Aires preparou, para o mês de dezembro, a sua tradicional programação de final de ano. Batizada de “Generación - Cine argentino nuevo”, a seleção reúne não apenas todos os filmes que estrearam no museu ao longo desse ano, como também algumas películas independentes dignas de nota que não tiveram a sorte de alcançar o circuito de exibição tradicional. Fazem parte da programação “El tercer vaso” (2007) de Luciano Podcaminsky; “Sueños de Polvorón” (2006) de Gabriel Alijo; “Hacer Patria” (2006) de David Blaustein; “Abyali” (2007) de Matías Saccomanno; “Familia Lugones” (2007) de Paula Hernández; “La crisis causó 2 nuevas muertes” (2006) de Patricio Escobar e Damián Finvarb; “El exterior” (2006) de Sergio Criscolo; “El otro” (2007) de Ariel Rotter; “Las mantenidas sin sueños” (2005) de Vera Fogwill; “M” (2007) de Nicolás Prividera; “Filmatron” (2007) de Pablo Parés; “El poeta del guarán” (2005) de Federico Martini Crotti; “Pulqui, un instante en la patria de la felicidad” (2007) de Alejandro Fernández Mouján; “Fotografias” (2007) de Andrés Di Tella; “Paris Marsella” (2005) de Sebastián Martínez; e “La velocidad funda el olvido” (2006) de Marcelo Schapces, entre vários outros. Confira a programação completa e horários de exibição no site do Malba.

http://www.malba.org.ar/web/cine_ciclo.php?id=456

EXPRESSION SESSION 3

A receita é simples: junte grafiteiros, stickers, adeptos do stencil e artistas de rua em geral. Misture com uma boa dose de música de primeira linha e sirva tudo ao ar livre, numa bela e ensolarada tarde de sábado. Não tem como dar errado. Com essa fórmula, o Expression Session chega à sua terceira edição em Buenos Aires. Mistura de galeria outdoor e oficina efêmera, o projeto conta novamente com uma verdadeira constelação de artistas urbanos argentinos, mas promete ir mais além. Nessa edição, a grande novidade devem ser as presenças de artistas convidados de outros países. Com a trilha sonora a cargo do Bass Crew (bassradio.net), a função rola no dia 22 de dezembro, das 14h às 20h. O local escolhido é uma pracinha ao lado de uma cancha de basquete que fica na altura do número 1000 da Monroe, no Bairro Nuñez, em Buenos Aires. Caso chova, o evento fica transferido para o domingo, dia 23. Taí um belo presente de Natal. Nesse momento você pode se perguntar: “mas afinal de contas, quem são os convidados dessa edição?” A resposta, só indo até lá pra descobrir.

AITOR THROUP

Durante muitos anos, moda masculina era sinônimo de uma sobriedade tão plana que beirava o tédio. Mas se a década de 60 marcou o início dos movimentos feministas e a revolução sexual, pode-se dizer que manobra semelhante acometeu (e vem acometendo) os homens desde o final da década de 90, remodelando a sua maneira de se comportar e, conseqüentemente, vestir, para sempre. Ecos dessa tendência podem ser percebidos em diversas frontes, desde o boom do streetwear até criações mais ousadas, como o trabalho de Aitor Throup. Formado recentemente pela Royal College of Art, de Londres, o argentino aproxima dois mundos da forma mais harmônica possível: a moda e a arte. Suas peças, ainda que sejam fortemente influenciadas por uma estética militar, de sisudas não tem nada, e distorcem padrões, ícones e (principalmente) noções de proporção. Seu site é uma atração à parte, cheio de belíssimos sketches que fazem parte de uma metodologia toda própria, que envolve o uso de figuras de argila esculpidas, que são, depois, vestidas com versões em miniatura de suas criações.

http://www.aitorthroup.com/

GORIANÓPOLIS

É muito interessante perceber como a mesmíssima coisa pode ter um valor totalmente diferente dependendo do contexto em que está inserida. Quando o assunto é a música, talvez não exista um exemplo melhor do que aquilo que se convencionou chamar de “estética low-fi”. Se no começo dos anos 90 era sinônimo de algo mal feito, atualmente o low-fi ganhou ares de sofisticação. No finalzinho de 2000, quando Gori, então guitarrista da Fun People, resolveu largar a banda e passou algum tempo em casa, registrando canções que brotavam em sua cabeça em fitas K7, esse movimento começava a tomar corpo. É por isso que hoje aquele projeto, batizado de Fantasmagoria, é uma das bandas de maior destaque no novo rock argentino. Apesar de ter sido levado pela onda, Gori não desistiu dos seus princípios, e encontrou, em Gorianópolis, uma solução radical. Todas as músicas do projeto foram gravadas em casa e lançadas em forma de EP, mas as apresentações ao vivo acontecem em oportunidades raríssimas. Pois agora, uma dessas oportunidades raríssimas começa a surgir no horizonte como um presente de Natal. No próximo dia 22 de dezembro, Gori junta-se a uma banda para executar as canções do seu segundo EP, “La Cuerda Floja”, nos estúdios da Unaradio, que transmite tudo ao vivo, pela internet. Como o horário da apresentação ainda não foi divlugado, fique ligado na programação para não perder a chance de conferir o repertório mais íntimo deste grande guitarrista.

http://www.gorianopolis.com.ar
http://www.elmonteanalogo.com.ar
http://www.unaradio.com.br

MÉXICO

ZOMBRA MONSTER

A sombra é uma região de obscuridade criada toda vez que um feixe de luz se depara com um obstáculo. Uma sombra ocupa todo o espaço atrás de qualquer objeto opaco que esteja posicionado de frente para uma fonte de luz, criando uma silhueta bidimensional ou uma projeção invertida do objeto que bloqueia a luz. A sombra nos persegue, não importa o que façamos. É uma das poucas coisas sem as quais não podemos viver sem. Com todas essas possibilidades e interpretações, a sombra inspira também um artista mexicano. Zombra Monster exibe seus desenhos até o dia 27 de dezembro no Luminicerdo Bucareli 128, no Edifício Vizcaya Bodega 12, na Colonia Juarez, na Cidade do México. Sua obra exprime, segundo ele próprio, “uma necessidade em dizer tudo que existe apenas como pensamento, em materializar o que para os outros são planos, ser o que se quer, não o que se tem de ser. É o instinto adormecido por falta de atenção. É impulso e, ainda assim, se mantém genuíno. É catarse noturna consumida em álcool. É uma manhã que transcorre ansiosa, arrematada por uma tarde cheia de tédio. É uma sucessão de eventos, mas não é azar”. Essa promete.

http://www.myspace.com/zombramonster
http://thecitylovesyou.com/news/?p=1385

ORUGALAB: DISEÑA TU PLAYERA

Graças à democratização da informação promovida pela Internet, há pelo menos 10 anos praticamente todo o conhecimento do mundo está disponível a todas as pessoas que quiserem dele se beneficiar. Mas quem poderia imaginar o impacto que essa nova realidade teria em apenas uma década? Os papéis na sociedade estão todos muito misturados: todo mundo é músico, todo mundo é escritor, todo mundo é jornalista, todo mundo é cineasta e todo mundo, claro, é designer gráfico. Aproveitando o fato de que as pessoas não apenas querem comprar peças exclusivas, como também querem criá-las, o site mexicano Orugalab criou o concurso de camisetas “Diseña tu Playera”. Para concorrer é só enviar o desenho que gostaria de ver estampado em uma camiseta. Os vencedores, selecionados a cada dois meses por meio de uma votação online, recebem mil pesos em dinheiro (pouco mais de 90 dólares) e outros mil em produtos Oruga. Além disso, os designs vencedores passam a integrar o catálogo permanente da marca.

http://www.orugalab.com
http://thecitylovesyou.com/news/?p=1323
http://nicefuckinggraphics.blogspot.com/2007/12/threadless-regin-4.html

WALLPAPER* ECO EDIT

Sintonizada com as tendências de consumo e design de produtos, a prestigiosa revista Wallpaper* resolveu prestar uma justa homenagem a todos os arquitetos, projetistas e designers preocupados em transformar o mundo em um lugar melhor aplicando, na prática, os conceitos do design sustentável. Para isso, a publicação criou um especial online chamado EcoEdit, que reúne “uma amostra dos 101 dos mais belos e inovadores designs ecologicamente corretos de todos os cantos do mundo”. Entre os selecionados, estão diversos trabalhos mexicanos. Dois representantes do Godoylab aparecem na categoria design: o próprio Emiliano Godoy, com sua genial luminária descartável feita de açúcar; e Laura Brenda Jiménez Osorio, com uma casa de pássaros feita a partir de cortiça natural. Osorio foi aluna da disciplina de “design e sustentabilidade” ministrada por Godoy na Tecnológica de Monterrey. Pelo jeito, prestava atenção nas aulas.

http://www.wallpaper.com/ecoedit/ecoedit.html
http://www.godoylab.com/

QUIERO SER BONITA

Ao longo da história da música, muitas correntes apareceram em momentos distintos para romper totalmente com as estruturas. Muitas vezes, este ato era acompanhado apenas pelo prazer de transgredir. Em outras, trazia encerrado em si algum sentimento mais profundo de transformação. Ao ouvir as faixas gravadas por Ana Torres para o seu projeto Quiero Ser Bonita, ficamos com uma impressão estranha de que existe algo de muito errado ali. As composições desta jovem de Mexicali, Baja California, não parecem fazer sentido a ouvidos mais desatentos. Não existe harmonia. Ainda que existam melodias na voz e em cada um dos instrumentos, cada elemento é sobreposto ao anterior de forma descompassada, criando a fórmula anti-pop mais perfeita de que já se teve notícia. Nem o grindcore, em toda sua violência, ou o gabba, em toda sua fúria foram capazes de oferecer esse nível de desconforto em um ser vivo. Enquanto declama (e, eventualmente, canta) suas letras com uma voz absurdamente doce e feminina, todos os outros sons interferem e perturbam a atmosfera, criando uma trilha sonora de pesadelo das mais eficientes. A influência confessa do trabalho do cineasta japonês Takeshi Miike ajudam a compreender um pouco melhor o trabalho dessa mexicana, que se prepara para lançar um EP de cinco faixas ainda sem nome, “porém, muito engraçado”, como ela própria gosta de dizer.

http://www.myspace.com/quieroserbonita
http://www.sonoramarevista.org/informe.php?id=422

ALBERTO FREGOSO

Apesar de aparentar ser bem jovem pelas fotos que posta em seu Flickr, Alberto Fregoso é um desenhista da velha guarda. Versátil e incrivelmente expressivo, Fregoso deixa transparecer variadas referências em suas criações - quase todas antigas. Em desenhos como “Duende de la comida picante” e “Ogro de carne de puerco”, vemos uma clara predileção pela ilustração de personagens animados dos anos 20 e 30, como se houvessem saído de um filme da Betty Boop, do palhaço Koko, ou até mesmo dos primeiros Mickey Mouse. Na série “Titanes”, a influência ganha ares de arte naïf, e em “Landscape to the north” e “That’s how the empire was like”, o que aparece são os traços das vanguardas européias dos anos 60, que em momentos se aproxima muito dos desenhos do brasileiro Fabio Zimbres. Ainda é possível encontrar leves traços das mais contemporâneas correntes do design em alguns de seus desenhos mais recentes, como “Mono de Nieve”, “Personaje Enchilado” e de street art na série “Muro de Extraños”, mas é só. O corpo de Fregoso pode ser jovem, mas sua alma de desenhista, certamente, é muito velha - e isso é fenomenal!

http://fregosogafford.com/pruebas/
http://www.flickr.com/photos/fregosogafford/
http://oohmessylife.blogspot.com/2007/11/racoon.html
http://mapache-jardinero.blogspot.com/

COLÔMBIA

DEE JAY PLANET

Todo DJ aprende, desde cedo, a desenvolver um cuidado quase insano pelos seus instrumentos de trabalho. Discos, mixers, fones, agulhas e, muitas vezes, até os próprios toca-discos precisam ser transportados de um lado pro outro, noite após noite, e estão sempre sujeitos, nesse processo, a sofrerem algum tipo de dano. De olho no boom da cultura eletrônica na Colômbia, Oscar Alexander Duarte (que também atua como DJ) resolveu unir o útil ao agradável e criou a Dee Jay Planet, primeira loja especializada em cases, maletas e demais itens de proteção para DJs. Conhecedor do mercado, Duarte sabe que os preços dos produtos importados geralmente é proibitivo para os colombianos, então decidiu criar sua própria linha de cases para vinil (com capacidade para 40 ou 60 discos), maletas acolchoadas para o transporte de unidades de CDJ e mixer, porta-fones, slip mats para toca discos e camisetas. Todos os produtos são 100% feitos na Colômbia, e custam bem menos que os similares importados.

http://www.deejayplanet.com

MÚLTIPLOS

Reunindo trabalhos de artistas que trabalham numa relação direta com a multiplicação de imagens a partir de diferentes meios e procedimentos e que, ainda por cima, revisam criticamente muitas das idéias anteriormente esboçadas, a Galería Cu4rto Nivel, em Bogotá, na Colômbia, recebe a exposição “Múltiplos”. Os projetos que integram a mostra, elaborados por artistas como Carlos Castro, Margarita García, Olga Lucia García, La Silueta, Alejandro Mancera, Nido, Camilo Ordoñez, David Palacios, Adriana Salazar, Carolina Salazar e Eduardo Soriano, compõem uma mostra homogênea, traço que pode ser percebido, inclusive, na concepção particular a respeito do que é multiplicável dentro de cada um deles. Em exposição até o dia 30 de janeiro, “Múltiplos” pretende confrontar os conceitos de “artes compostas” e “edições originais” com o seu real significado, já que os organizadores acreditam que essas definições são quase arbitrárias, inferidas a uma obra quando não era possível lhes conferir um caráter de individualidade.

http://www.cu4rtonivel.com/exposiciones.htm

CARLOS MONTAÑA

Experimentando sem medo nem limites com o vídeo - a mais contemporânea das mídias em pleno boom do YouTube - o jovem artista colombiano Carlos Montaña vem colhendo os frutos de uma breve porém significativa incursão pelo mundo da crítica e do sarcasmo. Formado este ano em Expressão Audiovisual pelo Estudio Artes Visuales d aPontificia Universidade Javeriana, Montaña recebe uma menção honrosa da Faculdade de Artes da universidade pelo seu trabalho de conclusão de curso, um vídeo singelamente batizado de “Invasión”. Profundamente inspirado pelos gêneros fantásticos do cinema (terror, ficção científica, trash e gore), bem como pela música (e, obviamente, video-clips), animação e fotografia, Montaña participou de diversas mostras no país e no exterior, como Sin Formato 2001, Artronica 2004, Videopolis II MAMBO, Experimenta Colombia 2006, “Multivideos” Galería Santa Fe, 8th AluCine Toronto Latin@ Media Festival e Festival de Arte Urbano “Transacciones”, entre outras. Trabalhando com o coletivo Plan 9 Films, Montaña produziu o videoclip “Instante Desierto”, da banda Raíz, que chegou a integrar o top 10 de Metal da MTV Latinoamérica e concorreu ao melhor vídeo do ano nos Premios Shock 2007. Montaña também assina a direção de fotografia do clip “Desagüe”, da banda gótica low fi Mugre, premiado como “Melhor video rock” pelo Rock al Parque 2007. Para 2008, ele prepara uma obra exclusiva para o XII Salón Regional de Artista, do qual participa como artista convidado.

http://www.myspace.com/carlosmn

BOGOTÁ: SERVIÇOS PÚBLICOS NO CELULAR

Graças a uma iniciativa da Dirección de Servicio al Ciudadano de Bogotá, os habitantes da capital colombiana agora têm acesso a uma série de serviços públicos de graça, direto na telinha de seus celulares. A consulta, porém, tem o custo da navegação pelo portal, ao custo de 7,8 pesos/KB (cerca de 0,0035 centavos de dólar). Informações sobre a solicitação de serviços públicos, como requisitar o início ou a interrupção do fornecimento de água ou luz podem ser obtidas utilizando a opção “Guía de Trámites & Servicios”. Requisição de faturas e informações de como proceder para pagá-las também estão disponíveis. Outra feature do serviço é o “Mapa callejero”, no qual o usuário digita o endereço em que se encontra e o sistema informa o local mais próximo para onde ele deve se dirigir para executar um trâmite específico. Por fim, o serviço traz, ainda, a opção “Portal de Bogotá”, que contém uma série de notícias relativas aos temas pesquisados.

http://www.bogota.gov.co/wap

PERFES

O mercado de moda independente segue crescendo muito, alheio às nossas vontades e independente da nossa vigilância. Mesmo que você conseguisse acompanhar todas as novas marcas que nascem diariamente, eventualmente teria de dormir por algumas horas e quando acordasse, pelo menos uma nova grife teria surgido. Com tudo isso em mente, a marca colombiana Perfes poderia facilmente ser mais uma entre milhares, mas ela consegue escapar do marasmo e da mesmice com inteligência e categoria. Criada há um ano e meio por Jessica Vander Linde e Andrés Navarro, a Perfes anda investindo pesado em criar uma estética futurista-retrô (?), e por mais estranho que isso possa soar, eles tem acertado em cheio. Com peças realmente diferentes e bonitas e uma bela gama de opções tanto para homens quanto para mulheres, a Perfes não consegue errar mesmo apostando suas fichas na estética dos anos 80. Mesmo suas criações mais oitentistas são de extremo bom gosto e, melhor de tudo, podem ser compradas pelo site. Com personalidade e estilo, a Perfes entra com tudo no mercado de moda colombiano. Se mantiverem o padrão, é apenas uma questão de tempo para conquistarem o mundo.

http://www.perfes.com/


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